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JOSÉ ELIAS

Confira os destaques da política alagoana #JE10072021

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ECONOMIA É O SEGREDO PARA O SUCESSO DE UMA ADMINISTRAÇÃO

Tudo pode funcionar, mas sem a maquina financeira eficiente nenhum gestor consegue o sucesso na administração. Construção de obras, pagamento do funcionalismo, mobilidade da educação, saúde e segurança dependem da aplicação correta do dinheiro. Fracassos dos governos sempre começam na desorganização das contas, início da caminhada.

Mede-se o futuro e o rumo do barco na indicação do secretário de Finanças, responsável pelo cofre, que aponta o vermelho e o azul. Sem uma economia bem estruturada, presidentes, governadores e prefeitos estão fadados a uma queda natural. Os que assumem os cargos com o intuito de aparecer, fatalmente se despedirão com vaias e muitas críticas. Muniz Falcão não saiu da memória do povo porque colocou um jovem que apostou na sua honestidade. Murilo Mendes sempre honrou os postos que assumiu na vida pública – entre eles, titular da Educação e deputado federal. Guilherme Palmeira colocou Thomáz Nono, Fernando Collor, Luciano Peixoto e agora, pelo segundo governo, o imexível George Santoro.

ALIANÇAS NÃO GARANTEM FICAR COM UMA BANDA DO GOVERNO

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Início de campanha, todos são abraçados, festejados, cumprimentados como seres humanos e elogiados sem motivos. Os candidatos ficam íntimos, chegam cinco da manhã ou 10 da noite sem bater na porta, como pessoa da família. Belisca a panela, parte pedaço de pão seco com água morna, acende fogão de lenha e, na cesta básica, garrafas de cerveja.

Votos na urna, contados pela Justiça, escolhidos os vitoriosos, o movimento enfraquece às ruas tão visitadas por carros de luxo e madames bem cheirosas. A miséria retorna ao seu lugar, devolvendo a fome, falta de medicamentos e muita tristeza. No poder, gabinetes com ar condicionado, eles esquecem o roteiro da busca do voto e vão viver longe dos imbecis.

Ai, começa a briga de gente grande, daqueles que só sobem no palanque dando com uma mão e recebendo com a outra. Muitos só fazem qualquer coisa na política com a promessa de receber algo em troca, ao contrário dos tempos dos deputados Tarcisio de Jesus e Dilton Simões. Não existem mais parcerias decentes, acordos à luz do dia nem sinceridade.

COEFICIENTE ELEITORAL, MAIOR VILÃO DAS ELEIÇÕES DE 2022

Candidatos fortes podem morrer abraçados em consequências das novas regras eleitorais que passam a vigorar a partir de agora. Antes, nas bolsas de apostas, em qualquer esquina, quem entendia de política acertava, nas contas de mesa de bar, os nove deputados que iriam representar Alagoas. Só pelo tamanho da densidade de votos, tirava-se a lista dos vitoriosos.

Sem prestígio pessoal – independe de empurrões – vai-se arriscar, com muito perigo, a um mandato popular. O jogo ficou bruto e, nas composições partidárias, quem for podre que se quebre, se escolher uma opção de grupo errada. Quem não entrar no embalo do cooperativismo, assistirá a banda passar e não escutará o som da música que está tocando.

O Fundo Partidário é outro componente que comandará o caminho por onde se comprará a viagem à Câmara Federal. Ninguém ficará do lado fraco porque sozinho não se chegará a lugar nenhum. Sem o dinheiro que vem de Brasília, a campanha perde a intimidade com as ruas e todos ficam sem o alimento do voto.

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