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JOSÉ ELIAS

Confira os destaques da política alagoana #JE16072021

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RETRATOS, SEM ROSTO, NO MAPA DOS CANDIDATOS A GOVERNADOR

Até onde vai a interrogação que aparece nos retratos, sem rosto, dos candidatos a governador de Alagoas? Nem no campo dos boatos esquentaram as especulações sobre a corrida à sucessão estadual. Muitos desejam, mas, por medo ou outros interesses, preferem silenciar e aguardar mais um pouco para o bote fatal antes das convenções partidárias.

Noticiário político pobre, a imprensa tira leite de pedra para não deixar redes sociais caírem no ridículo. O papo dos analistas no cafezinho aborda agora a repercussão da morte do assassino Lázaro ou CPI da Covid. Não existem novidades, resenha esvaziou debate e, nos gabinetes fechados, timidez dos partidos e forças do voto impede a evolução das conversas.

Quem será o candidato que terá apoio de Bolsonaro nesse tabuleiro que sequer colocou as pedras na mesa? Palácio, que ia apoiar o deputado Marcelo Victor, que desistiu, já tem outra opção? Arthur Lira vai arquivar o projeto de sair à reeleição e disputar o governo com a caneta de presidente da Câmara, reunindo lideranças que gostam de autoridades?

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SEM O FUNDO PARTIDÁRIO, OS PEQUENOS VÃO DESAPARECER

Mexeu no bolso, em qualquer atividade da vida, aí o bicho pega, deixando todo mundo armado até os dentes. O voto não anda sem combustível e, sem o posto de gasolina funcionando, o motor do carro não autoriza partida. E só ganha eleição quem tem estrutura, que vai do discurso na televisão e nas esquinas a dinheiro para patrocinar deslocamentos. Com as mudanças na legislação, a liberação de recursos para os partidos não contempla siglas nanicas, sem padrão de qualidade. Fora da agenda federal, faltando ar nos pulmões, elas não resistem a primeira caminhada nas ruas. E, sem socorro, terão que pedir para sair da luta por não ter condições técnicas de continuar dando adeus ao povo. A ajuda para as legendas financiar as despesas com as eleições é de fundamental importância para evitar óbitos. Uma emergência que permite comida a famintos em momentos excepcionais, no enfrentamento de tragédias, como a fome e o desemprego na Covid. Nessa direção, nos escritórios políticos já estão sendo marcadas missas do sétimo dia.

PARA SE ELEGER, CANDIDATOS TÊM QUE MONTAR TIMES FORTES

Não será mais ficando em casa, deitado na rede, vetando candidaturas para não colocar em perigo os protegidos. Antes, nas composições, partidos indicavam quem queria para ser candidato a federal e estadual. Quem achava que poderia tirar uma vaga dos que apoiavam, sinal vermelho para o líder comunitário com chance de sobreviver junto aos tubarões.

Não conseguindo legenda sozinho, a lei não perdoa e passa a navalha nas pretensões dos malandros. Ou seja, não conquistando os votos estipulados pela legislação, passam em branco na escolha dos vitoriosos. Ficarão sem representações na Assembleia Legislativa e Câmara Federal, caminhos cobiçados por todos que começam disputando mandatos. Por exemplo, deputado Inácio Loiola vai dobrar esforços para se conseguir se reeleger no PDT de Ronaldo Lessa. Além da campanha de reeleição, que toma o tempo do candidato, terá de se preocupar em reforçar a equipe. Se não, mesmo sendo bem votado - o suficiente para não sentar no banco de reserva, como suplente – perde com uma votação de vitorioso.

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