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José Elias

Confira os destaques da política alagoana #JE22072021

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Por JOSÉ ELIAS | Edição do dia 22/07/2021 - Matéria atualizada em 21/07/2021 às 22h46

BIGODE APARADO, ARTILHEIRO NO FUTEBOL, ALMEIDA ESTÁ DE VOLTA

Chutando forte, marcando gols dentro e fora da área, o artilheiro Cícero Almeida está de volta aos gramados. Xodó da torcida, ainda canta forró como antigamente, alegra os salões de dança com passos impressionantes e caminha com o povo no mesmo ritmo nas ruas. Inteiro, bem fisicamente, bigode aparado, está disposta a fazer o trajeto no retorno à política.

Do auge à planície foi um sopro, que juntou muitos amigos de ocasião e o colocou na solidão fora do poder. É por isso que os mais experientes sempre ensinam que, na vida pública, sentimentos revelam falsidade, traição e um rosário de mentiras. Quem quer ajudar o próximo, como o ex-governador Divaldo Suruagy, não enrola a inocência dos humildes.

Vereador, deputado estadual, prefeito de Maceió, federal, Almeida está sem mandato, de olho no ano que vem. Construiu outra cidade, inspirado na engenharia moderna de Mozart Amaral, seu secretário de Infraestrutura. Novamente ao julgamento popular, escolherá o pulo que o colocará outra vez cara a cara com a multidão, que sente saudade das suas ações.


PASSADO, PRESENTE E FUTURO DO VOTO E DOS POLÍTICOS DAQUI

Validade vencida, alguns políticos estão mais pra lá do que pra cá na vida pública de Alagoas. Cumpriram o seu papel – bom, ruim ou péssimo – e vão pra casa descansar na rede, cuidar dos netos e da família. A nota do desempenho das funções a opinião pública, com a língua afiada, concederá nos bares, restaurantes e shoppings no balanço geral. Há os intermediários, meia idade, que fizeram primeiros jogos, ainda em fase de testes. Sentem cheiro do poder, como Galba Novaes, Nivaldo Albuquerque, Marx Beltrão e Inácio Loiola. Vestiram a camisa, já sabem o que fazer em campo, conhecem o gramado, começam a atacar e defender, mas se perder gols a torcida não perda e pede a saída deles. Na passarela, como debutantes do voto, muitos já se destacam e mostram qualidade nas tarefas. Bruno Toledo, Breno Albuquerque, Galba Neto, Samyr Malta, JHC, Davi Davino, Teca Nelma, Renato Filho, Fábio Costa botaram a cara na vitrine. Sucesso ou fracasso passam à beira da estrada, destinos que dependerá da sinceridade e harmonia de todos.


SEM LADO, CANDIDATO FICA BOIANDO NO MEIO DAS RUAS

Além da coerência, tudo na vida precisa ter equilíbrio para conseguir atender os anseios de uma comunidade. Sem pisar firme no chão, olhando na cara, com palavras verdadeiras, a sociedade desconfia da esmola grande, rejeitando a “bondade”. Em política, também não se satisfaz o desejo de dois senhores, em litígio, no momento de dar razão a um deles.

Numa briga, no ringue, o torcedor tem um lado para demonstrar seu sentimento com palmas e aplausos. A cara de quem ganha, exibe um sorriso de alegria por ter levado pra casa o cinturão almejado pelos concorrentes, Quem perde, sentindo o odor do tapete, tranca a fisionomia e, na dor da derrota, apela ligeiro para revanche, insatisfeito com o resultado.

Transportando à disputa do voto, aqueles que impõem moral na linha de conduta não podem ficar dançando em cima do muro. Não seguindo um caminho reto, como Gilvan Barros, o pai, Fátima Canuto e Marcos Ferreira podem ser atropelados na esquina. Nesse caso, não é preciso convocar o pai de santo Zé Argeu para descobrir os podres dos irrecuperáveis.

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