JOSÉ ELIAS
Confira os destaques da política alagoana #JE29072021
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CARGO DE VICE PARECE TER AGULHA ENFIADA NA CADEIRA
Por morte ou outras consequências, o cargo de vice parece marcado por acontecimentos desastrosos. Apesar disso, muita gente mata e morre para sentar na cadeira, que não transmite bons fluidos. Mesmo sabendo da cruz colocada no assento, ninguém quer saber o que acontecerá no futuro porque, na dança, importante é chegar ao salão como autoridade.
Mais recente, o episódio do acidente que expos o osso do MDB, partido tradicional, carregado pela família Muniz Falcão. Luciano Barbosa, magoado pelo envolvimento dos parentes em escândalos, resolveu tocar fogo no barraco. Rompeu com o Palácio, saiu atirando, lançou-se candidato a prefeito de Arapiraca, ganhou e agora conversa novamente. Governador Ronaldo Lessa perdeu o vice Luiz Abílio e, no segundo governo, rompeu com Geraldo Sampaio. Chico Mello morreu no inicio da gestão de Geraldo Bulhões, que ficou sem substituto oficial até encerrar o mandato. E Antônio Gomes de Barros faleceu na primeira gestão de Divaldo Suruagy e, nas duas seguintes, não se deu bem com Zé Tavares.
Diante desse quadro pintado com tinta vermelha, quem quer ser vice na eleição do próximo ano? Uma multidão de pretendentes aparecerá ligeiro, procurando saber onde se faz as inscrições, data e local das provas. Ninguém acredita mais quando surgem oportunistas, alegando estar sendo pressionados pelos amigos ou aceitaram a missão para ajudar Alagoas.
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SE PRETENDE LANÇAR CUNHA, PSDB PRECISA ENTRAR EM AÇÃO
Sem mobilização na política não se chega a nenhum lugar, como provam os episódios da história. É igual a inauguração de uma loja no shopping que, não juntando plateia para conhecer a sua vitrine, não vai pra frente. Desfile da moda só tem investidores se os empresários comparecerem aos lançamentos e, com bom gosto, se apaixonarem pelas coleções. PSDB comandou a massa em Alagoas, apareceu na cena nacional e virou o principal partido. Teotonio Vilela senador e, depois, governador, batia o escanteio, corria para a área e fazia o gol de cabeça, Agora sem mandato, insultado para retornar á arena, não responde que sim ou não e, nos bastidores confessa que saiu do inferno e não volta mais nunca.
Rodrigo Cunha assumiu o controle tucano, produziu uma reformulação e a sigla reduziu seu tamanho. Se pretende ser governador, terá que criar instrumentos permitindo surgimento de atrações para levantar a legenda. Filiações, que pararam, devem reacender nos municípios e as conversas de crescimento são fundamentais para seu renascimento em todo Estado.
ALVES CORREIA NÃO É PEIXE FORA D'ÁGUA EM ARAPIRACA
Radialista sempre está em alta em qualquer situação, nos momentos de alegria e nos acontecimentos de tristeza. Tudo se transforma numa piada, engraçada para os que vivem contentes e abrindo o sorriso para aqueles que têm a cara trancada. Onde chega, numa roda de bar ou nos shoppings, coleciona grupos de admiradores, criando fã clube.
Além disso, Alves Correia carrega nas costas a fama de ser a maior audiência do Agreste e do Sertão. Amplamente conhecido nas duas regiões, também foi a maior atração da Rádio Gazeta, que liderava o sucesso no lugar das televisões, na Rua do Comércio. Chato, piolho, adversário dos gestores, virou inimigo implacável de quem caminhava pela contramão.
Fruto desse casamento - humorista com radialista - Alves Correia ingressou na política, com sucesso. Vereador atuante, destacou-se na Câmara e, em seguida, foi levado nos braços do povo à Assembleia Legislativa. Fora do voto, pode voltar agora, com força total, para mostrar que não é peixe fora d’água e está em forma para disputar um mandato popular.