JOSÉ ELIAS
Confira os destaques da política alagoana #JE04082021
.
BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO NA MAJORITÁRIA
Pastoril do Natal e Ano Novo, murcho por causa da pandemia, ainda sequer começou a ser ensaiado. A dança do voto é diferente, exibe esperteza dos participantes e não admite amadorismo, como nos desfiles, sem maldade, das pastorinhas. Sem profissionalismo no voto, todos acompanham a mesma música, botando a massa de manobra debaixo do palanque.
As conversas naturais às vésperas das eleições sumiram do mapa, dando lugar aos fuxicos de pé de ouvido. Ninguém, de alta patente se arrisca dar um palpite sobre nomes cogitados para a eleição majoritária. Escapole pela tangente, bota o telefone celular na orelha e passa pela multidão, calado, sem oferecer uma opinião, colocando a língua de molho.
Até prefeitos fora da disputa fecham a boca quando provocados sobre preferência em 2022. Vereadores também se recolheram, não fazem indicações nem propõem nomes a corrida de governador e senador. ‘É coisa de gente grande!” - desconversou o ex-prefeito Toninho Lins, após pregar num culto evangélico em Rio Largo, com a Bíblia debaixo do braço.
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"
DEPUTADOS EXAMINAM O JOGO ESCONDIDOS NA ARQUIBANCADA
Informação vazada, em off, garante que os deputados, em silêncio, agem melhor do que falando. Longe dos refletores, discutem, brigam, trocam desaforos e, numa boa, elogiam atitudes uns dos outros. Não aparecem nas redes sociais, sem poses para botar a cara nos retratos e, sem testemunhas, desabafam sinceramente, exceção de alguns arranhões.
Até agora mudos, preferem examinar a reeleição por telefone ou em reuniões sigilosas, distante dos órgãos de comunicação. Mantendo caráter secreto, colocam em cima da mesa o voto majoritário, que ainda é tabu para muitos. Enxergar o cenário de última hora mostra que não acompanham, com atenção, o que vai acontecer na disputa do ano que vem.
Por exemplo, JHC candidato a governador em 2022 altera correlação de forças no xadrez eleitoral? Outro mote que correrá à mesa é a questão dos nomes a serem escolhidos nas convenções partidárias. Querem saber onde ficará Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, que desembarcará com apoio de Bolsonaro que, mesmo desgastado, pesa na balança.
QUEREM CONVENCER TEOTÔNIO VILELA A SER VICE DE CHAPA DE JHC
Ele pode até não aceitar, mas existe um movimento para convencer Teotônio Vilela a ser vice da chapa de JHC. As arrumações de bastidores, fora das ruas, agitam as articulações dos que estão com o poder na mão. Há composições de todos os tipos no papel, embora concretamente esteja tudo na estaca zero, precisando do fechamento do circuito. PSB e PSDB imaginam uma aliança com carimbo próprio, caminhando por uma estrada dos dois partidos. Completaria o casamento com o vereador Fábio Costa, o mais votado de Maceió, concorrendo ao Senado da Republica. Essa versão anda pelos locais onde se discute o voto e nos escritórios por onde passam notícias políticas daqui e de Brasília.
Vilela deixou o governo preparado para encerrar a carreira, com armador de rede pendurado na parede. Trocou de roupa, vestiu calção de praia e, na orla, começou a caminhar para garantir condicionamento físico. Na ativa, além de ocupar a cadeira principal do Palácio, passou maior parte do tempo no Senado, exercendo também a presidência nacional tucana.