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José Elias

Confira os destaques da política alagoana #JE10082021

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JHC, RENATO FILHO E RODRIGO CUNHA TÊM TRADIÇÃO POLÍTICA

Muitas vezes quem não tem tradição na política surpreende na abertura das urnas, passando pra trás os favoritos. Divaldo Suruagy, família simples, chegou, anunciou seu nome, realizou e arrastou multidões. Em Rio Largo, prefeito Tonhão, até hoje lembrado pelas obras que deixou, saiu da periferia, conquistou a simpatia do povo e venceu na disputa do voto. Existem também aqueles que chegam respaldados pela fama dos parentes, como pai, mãe, avô, irmão e outras ligações. Na corrida para governador, três nomes aparecem bem nas pesquisas de opinião pública. Todos com referência já provada na história, inserida na biografia do Estado, deixando exemplos para as gerações que estão desembarcando. JHC, que permanece calado, ganhou inspiração no pai, deputado João Caldas, que exerceu cargos importantes no Estado. Filho da deputada Fátima Canuto e neto do deputado Rubens Canuto, prefeito Renato Filho, ainda muito jovem, está também na luta. E senador Rodrigo Cunha, filho da deputada Ceci Cunha, que representou Alagoas por Arapiraca.

NÃO EXISTE PORTEIRA FECHADA NO VOTO DE GOVERNADOR 2022

Os que participaram dessa época não existem mais aqui, sepultados pela conquista do voto sob pressão. Encostavam cidadãos na parede e, através de ações violentas, forçavam o voto na marra. Tempos em que poder e dinheiro falavam mais alto, trocavam consciência por favores que, no fundo, quem pagavam era o Estado, via governadores coniventes. “ Porteira fechada”, como chefes políticos negociavam malas de carros cheias de vontade falsas, elegiam e derrotavam. Quando “autoridades” desejavam colocar um apadrinhado no parlamento, chamavam compassas e encomendavam o crime eleitoral. Antes da abertura das urnas, os que dominavam o pedaço promoviam banquetes para festejar “vitórias”. A cartilha agora é outra, embora o cerco ainda seja furado pela malandragem que teima na falsificação do mandato. Muitos ganham com ajudas na estrutura de campanha, como Sabino Romariz, deputado mais votado que fracassou na reeleição. Inácio Loiola, Galba Novaes e Gilvan Filho suam a camisa no parlamento, gastando sola de sapato e apertando mãos.

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MANDATO MUDA PERSONALIDADE DE ALGUNS ANTES MUITO SIMPLES

Sem carimbo de autoridade, arroz e feijão em casa, muitos se acostumam a andar a pé e frequentar o Mercado da Produção. Chamam pelo nome a verdureira tomam café pequeno com o dono do açougue e passam despercebidos na multidão. Não tapam o nariz com a sujeira e, no bar, tomam logo cedo uma lapada, com tira-gosto de caldinho de mocotó. Com mandatos, muitas vezes arranjados, trocam de endereço, deixando o bairro da periferia. E se instalam em apartamentos luxuosos para não serem incomodados pelos “amigos” que conviveram desde criança. Carro zerado na garagem do prédio, três domésticas para cuidar da vaidade da família, botam terno caro, camisa inglesa e gravata americana. Entre erros e acertos, Cicero Almeida, que enfrentou as amarguras da vida, só não mudou de personalidade. Nascido em berço de ouro, Fernando Collor sempre sustentou ligações no baixo clero em Alagoas, participando das festas simples da vida. Pai pobre, que virou depois senador, Arthur Lira é filho de Biu de Lira e se transformou num vitorioso operário do voto.

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