José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE14082021
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CELSO LUIZ: CORAÇÃO GRANDE COLHE O QUE PLANTOU NO VOTO
A política é engraçada, inverte os papeis de seus representantes, exibe a cara diferente dos personagens. Muitas vezes, o ator é julgado pelo comportamento no palco, onde tem que representar, em cena, o que nunca foi. O povo, que assiste o filme, aplaude, chora, se emociona com o que enxerga na tela, embora se trate apenas de um trabalho na atração da novela. Busca do voto é a mesma coisa para mais de 80% dos candidatos, que trocam de roupa na campanha para não perder a corrida. Poucos, que as ruas imaginam ser fechados, no fundo, são os melhores. Por exemplo, Celso Luiz é unanimidade entre os companheiros de parlamento porque, nas atitudes, o coração é maior do que o corpo, hoje sequinho. Já teria sido esquecido se fosse um deputado chato, individualista e só enxergasse interesses pessoais. Colhe agora o que plantou como presidente da Assembleia Legislativa pelos apelos que recebe para retornar à vida pública. Sem olhar pra trás, focando o futuro, sem guardar mágoa, projeta um amanhã onde, novamente, Alagoas esteja em primeiro lugar.
NINGUÉM É FORTE SOZINHO E VOTO TEM PRAZO DE VALIDADE
Valentões sempre mostram uma fama para o grande publico que não representam a verdade. No jornalismo, apareceu um dublê de raçudo, querendo botar moral entre os companheiros, principalmente os que não gostavam de confusão. Alberto Jambo, que não levava recado pra casa, o desmoralizou ao vivo: ”ele brigou 100 vezes, apanhou 99 e empatou uma. Quer dizer, quis ser forte sozinho e, num susto que levou, falou fino e deu a maior carreira, com medo das consequências. Bem assim é no voto quando chegam nas ruas os que tentam, no grito, botar ordem na casa. Um doido surge de repente, bate forte o tambor, ganha a eleição, dar um susto no marrudo que, na velocidade, vai embora e nunca mais retorna. O mesmo acontece com o prazo de validade de alguns que, no final de carreira, teimam em continuar em campo. Chegou a hora de se despedir, arrume a trouxa e sai pela porta da frente, por onde entrou. É melhor ir nos braços dos amigos, abraçando a multidão, do que deixar o palco pela dor, abandonado, derrotado e sem a presença dos puxa-sacos costumeiros.
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POVO SABE QUANDO TENTAM EMPURRAR LÍDERES PELA GOELA
João Paulo, que liderava o fã clube do deputado Mendonça Neto, não saia de perto de Chico Mello, que morreu como vice-governador. MDB histórico, ligado a família Muniz Falcão, era presenta marcante em todos comícios. Baixinho, cabelo arrepiado, paletó à moda antiga, treinava em casa, na Ponta da Terra, para falar ao lado de Marreco e Audival Amélio. Uma vez, candidato a vereador, tomou três lapadas de cana e quis discursar primeiro do que as atrações principais. “Sai dai, cara!” - repreendeu Chipaca. Ele desceu do palanque nos braços dos seguranças, colocado no carro e recolhido aos aposentos. No outro dia, de ressaca, foi tomar satisfação com Djalma Falcão e morreu sem perdoar Boleado e Arnaldo Fontan. Até hoje, muita gente quer repetir Divaldo Suruagy, Guilherme Palmeira e Fernando Collor nas ruas. Pleiteante a um mandato na Câmara de Vereadores, começo do atual século, tentou repetir a façanha. Fez uma feijoada no Alagoinhas, convidados pagos comeram a boia, foram embora e, quando ele chegou, encontrou o salão deserto - de comida e de pessoas.