José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE16022022
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PE FRIO DERROTA MUITOS QUE, NA FRENTE, SE PERDEM NA BOCA DO GOL
Quando um candidato ganha a eleição, torcida organizada atribui à sorte, aos milagres dos céus e ao seu santo forte. Na derrota, os colaboradores ficam culpando uns aos outros, botando defeitos na energia negativa dos que circulam nos comitês, os chamados pés frios. Eleito governador no papel – liderando todas pesquisas e maior quantidade de apoios – empresário João Lyra foi surpreendido. Senador Teotonio Vilela, de repente, abertas as urnas, ganhou a corrida, contestada pelos poucos aliados do homem mais rico de Alagoas. Em 1960, Sandoval Caju abriu a campanha em Maceió e, na metade dos comícios, começou a cair na opinião das ruas. Advertido por um pai de santo, chamou um cara que se dizia intelectual, mas pé frio. E fez uma proposta: “Quanto quer para apoiar Jorge Quintela?” Quintela era seu adversário e, partir daí, Caju retomou a dianteira e deu uma goleada no concorrente. Exemplos de hoje em dia, registrados nos resultados eleitorais, que deixam jornalistas com as mãos na cabeça, não são meras coincidências nos vestiários das derrotas.