José Elias
Confira os destaques da política alagoana #JE11042023
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JORNALISMO BOÊMIO ENSINAVA MAIS DO QUE A TEORIA DAS UNIVERSIDADES
Até o início do ano 2000, primeira casa do jornalista profissional, em atividade, era a redação do órgão de imprensa que defendia. Muitos, como Márcio Canuto, quando editor-geral da Gazeta, viviam mais no endereço da Rua do Comércio do que com o pai e a mãe, na Praça Sinimbu. “Tá chegado ou saindo?” - perguntava, cedinho, Aldo Ivo, a Romero Vieira Belo, editor do Jornal de Alagoas, tomando um gole de café quente. “Vou tirar um cochilo no apartamento para antes do meio dia voltar!” - respondia, esfregando os olhos, na pia, molhando a cara. Repórter entrava cedo, depois de apurar as informações, redigia o texto e mais ou menos às 22 horas ia pra noite. Boêmios como Jurandir Queiroz, Zito Cabral, Nunes Lima, Tobias Granja, Teófilo Lins, Valter Oliveira, Benedito Sampaio saíam encerrar a jornada nos bares. Era o chamado jornalismo boêmio, que nas mesas dos botequins ensinava como se comportar na profissão e o conhecimento verdadeiro para se redigir. Na Gazeta, o grande professor era o senador Arnon de Mello, que descia no aeroporto e se dirigia para se misturar aos redatores.