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ELAS ESTÃO NA TORCIDA .

Apaixonadas por futebol, alagoanas se mobilizam para acompanhar jogos da Copa do Mundo 2022, na expectativa pelo hexa da Seleção Brasileira

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Vestidas com as cores da bandeira nacional e prontas para encarar, com muita animação, a maratona de jogos da Copa do Mundo, mulheres torcedoras alagoanas têm distribuído empolgação e paixão pela Seleção Brasileira, fortalecendo a torcida e a esperança do tão sonhado hexacampeonato.

Apesar dos desafios e do machismo que cercam o mundial de 2022, sediado em um país religioso onde as mulheres não têm direitos civis, a Copa do Mundo do Qatar traz mulheres comentando, narrando, apitando jogos e, claro, fazendo história na torcida, dominada, até então, pela presença masculina.

Para Júlia Paredes, a presença feminina nas torcidas e no campo é sinônimo de avanços sociais e de representatividade. Integrante de uma torcida feminista, ela ressalta a necessidade de as mulheres ocuparem cada vez mais espaços nas arquibancadas e no futebol com um todo, até que não haja mais restrições de onde mulheres devem ou não estar.

“Quanto mais mulheres estão ocupando esse lugar, mais ele acaba se transformando, diminuindo essas simetrias de gênero que a gente tem no futebol e no torcer. É importante por causa disso, porque é o processo da gente ocupar esse lugar, que é muito masculino, que a gente acaba significando a partir da nossa atuação na torcida”, afirmou.

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De acordo com a torcedora Nanda Gomes, cada vez mais as mulheres vêm ocupando os estádios, tanto que os times já perceberam o potencial feminino e começaram a investir em produtos voltados para a mulherada. Aqui no outro lado, a torcida feminina também cresceu, apontou.

VESTINDO A CAMISA

Raissa Nascimento diz que é apaixonada e torcedora fiel desde a infância. Cresceu envolta à expectativa e a torcida fervorosa nas Copas do Mundo, responsáveis por proporcionar momentos únicos de emoção e memórias afetivas. Para não perder nenhum lance da Copa do Mundo 2022, ela resolveu mudar o horário de acordar e está apelando, até para a fé, para que o hexa finalmente venha para o Brasil.

“Não enfeito a casa ou tenho superstições nesse sentido, apesar de que agora eu tô achando que vou assistir sozinha, porque nas últimas copas que assisti com amigos a gente perdeu, por isso tô pensando em não arriscar dessa vez”, confessa Raissa.

Nanda Gomes conta que vale de tudo para ajudar os craques da Seleção. Fechar os olhos e fazer “figa” para afugentar a energias negativas nas horas mais complicadas do jogo sempre são boas alternativas para esses momentos.

Empolgada, ela afirma ter herdado a paixão pelo futebol da mãe e investe em roupas, acessórios e decorações para casa.

“Tô pura ansiedade! Desde antes do primeiro jogo estou vestida com as cores, organizo os comes e bebes, além de assistir documentários da netflix sobre a Seleção Brasileira e nossos jogadores, escutar podcast que fala sobre o resumo dos jogos, compartilho todos os dias as coisas mais legais e os absurdos que também envolvem a copa e, vou te dizer: estou confiante demais!”, diz Nanda.

Com o final da primeira fase do mundial, Raissa afirma que a ansiedade já está grande demais. “São vinte anos desde o último título, né?! Claro que a ansiedade pesa um pouco mais, a expectativa de ver o Brasil é gigantesca. E a gente tá com esse grito do hexa preso na garganta faz tempo, tô torcendo muito pra comemorar ele em dezembro”.

SORTE NO JOGO E NO AMOR

Torcer entre amigos é sempre bom, mas, para as torcedoras alagoanas, torcer ao lado da pessoa amada é melhor ainda. Mesmo com as diferenças na forma de torcer, o amor é sempre uma ótima companhia.

Júlia e João são um casal já acostumados a vivenciar a rotina de torcedor. Indo de “par de jarro” para os jogos do CSA, sofrendo pelas perdas, comemorando juntos e encarando a intensidade da torcida organizada, os diversos jogos já estão na dinâmica do casal e com a Copa do Mundo não tem sido diferente.

O mesmo acontece com Nanda e Thiago que se unem pela seleção brasileira e pelo CRB, mas se acontecer um jogo entre os times carioca e paulista o clima já muda. “Na hora do jogo, a gente senta numa distanciazinha. Thiago é mais falante, nervoso, eu sou de cruzar o dedo, fechar o olho, não olhar, mas grito pra me acabar na hora do gol. Em Alagoas, torcemos pro mesmo time, mas se rolar São Paulo e Flamengo, aí é cada um com seu time e quem perder que aguenta as piadas”.

*Sob supervisão da editoria da Revista Maré

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