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Nº 5715
Maré

Alagoanos relembram romances que deram certo e que começaram na folia

No fim de semana efervescente das prévias carnavalescas em Maceió, alagoanos relatam histórias de paixão na festa da carne e até uma história de amor

Por Thauane Rodrigues* | Edição do dia 04/02/2023 - Matéria atualizada em 04/02/2023 às 08h00

Além de muita alegria, a época da folia pode render boas histórias e até mesmo um grande amor.

Assim como diz a música ‘Minha História’ da Banda Timbalada, o amor de muitos alagoanos começou no meio da folia carnavalesca. Nas ruas de Salvador, nas ladeiras de Olinda ou até mesmo no tradicional bairro de Jaraguá, na capital alagoana, entre frevos, marchinhas e fantasias, também é possível encontrar um grande amor. 


Foi o que aconteceu com a administradora alagoana Talita Nalme, que é uma das provas vivas que os amores de carnaval e de verão podem sim dar certo. Foi em 2016, no meio da folia, com frevo ecoando pelos quatro cantos e uma multidão se divertindo, que Talita e o esposo Jean Pessoa se encontraram pela primeira vez.


Mesmo com pouquíssimas possibilidades de se encontrarem novamente, o destino conspirou a favor do casal, que em um acaso da vida se esbarraram e, dessa vez, trocaram telefone. 


“Salvei o número dele no celular de uma amiga e se não tivesse feito isso nós não teríamos nos falado mais, pois perdi o meu aparelho no outro dia em uma festa. Depois disso nos reencontramos no dia seguinte e mantivemos contato por mensagens”, relembrou ela.


Além de toda euforia de viver um amor de carnaval, o casal ainda teve que lidar com a distância após a época carnavalesca, pois o carioca Jean morava no Rio de Janeiro e Talita em Maceió. Depois de um tempo, a alagoana foi conhecer a cidade maravilhosa e reencontrar o amado.


“Em setembro, Jean foi me ver em São Paulo, no casamento de uma prima, ali ele conheceu alguns familiares que moram lá e os laços foram se formando. Foram oito meses de conversa, cada um vivendo sua vida, até que em outubro resolvemos começar a namorar à distância”, contou Talita.


O amor de carnaval de Talita e Jean foi tão intenso que hoje eles moram juntos na capital alagoana e tem uma filha de 2 anos chamada Lavínia que, por mais um acaso, nasceu durante o mês tradicional da folia de Momo.


De acordo com a alagoana, o casal continua curtindo o carnaval. A adaptação à vida de curtição a dois foi fácil e tranquila, diz ela, pois, além de tudo, eles são muito parceiros. Talita também acredita que logo logo Lavínia também se apaixonará pela época carnavalesca.



E OS SOLTEIROS?

Com as prévias carnavalescas a todo vapor, a esperança de encontrar um amor de carnaval aumenta para aqueles que sonham em viver verdadeiras cenas de filmes. Já quem não quer se apegar a ninguém aproveita o momento para viver intensamente solteirice.


A vendedora Helena Silva conta que já aprontou muito no carnaval durante anos de sua vida, hoje, com 35 anos, mesmo ainda gostando da folia, não brinca mais como antigamente. 


“Eu sempre adorei carnaval! Nos meus 20 e poucos anos fazia questão de alugar casa com amigas, viajar e me jogar nos amores que surgiam e só durava no máximo uma noite. Agora, que já to no caminho dos 40 anos, curto de forma mais leve, ainda dou alguns beijos, já até arrumei um namoro no meio da folia, mas não vingou. Enquanto espero meu amor de carnaval chegar, sigo aproveitando”, disse ela. 


Já a estudante de design Júlia Farias afirma que vale de tudo para paquerar no carnaval, principalmente fantasia com indiretas. Com isso, a jovem de 22 anos já está com a roupa pronta para curtir o Jaraguá Folia, que acontecerá na próxima sexta-feira (10).


“Em 2020, estava recém separada e posso afirmar que superei o ex no meio do carnaval. Apostei em uma fantasia de Sereia com uma plaquinha que dizia ‘caiu na rede, é peixe’ e me rendeu boas memórias. Agora, em 2023, sigo solteira e morrendo de saudade de me jogar na folia e dos prazeres que só o carnaval traz”, contou.



*Sob supervisão da editoria da revista Maré

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