loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Maré

ESPAÇO PET

Mais que treinamento, adestramento transforma a relação entre os cães e o tutor

Especialista destaca que o comportamento sob comando também ajuda a melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos cães

Ouvir
Compartilhar
Lucas Brito fala sobre a importância do adestramento para a mudança de comportamento dos cães
Lucas Brito fala sobre a importância do adestramento para a mudança de comportamento dos cães | Foto: Arquivo pessoal

Os cães são considerados os melhores amigos do homem. Para fortalecer ainda mais esse vínculo afetivo e promover uma convivência saudável, muitos donos buscam o auxílio dos adestradores. Além de lidar com os maus comportamentos, o adestramento pode melhorar a qualidade de vida do animalzinho, tratando ansiedade, estresse, problemas de socialização, medos e até traumas.

O adestrador Lucas Brito explica a importância do adestramento e seus benefícios quando aplicado desde filhote. “Com dois meses de vida, já podemos começar a direcionar alguns comportamentos, respeitando sempre os limites, lembrando que o adestramento é uma progressão e, o quanto antes se iniciar, mais existe a possibilidade de dar certo”, afirma.

Cães mais velhos também podem ter um avanço significativo com os treinos, no entanto levam mais tempo, devido à diminuição de aptidão física.

De acordo com o especialista, a constância é a peça-chave para o aprimoramento. Com uma rotina de treinos, os cachorros avançam rapidamente, especialmente nos tratamentos emocionais. Entre os principais comportamentos que indicam a necessidade de um adestrador, estão: desobediência, destruição de objetos, dificuldades de socialização e atitudes violentas.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

É importante destacar que não é somente o bichinho que deve mudar. O tutor precisa se adaptar às transformações. "É necessário que, assim como o cachorro, o tutor aprenda, para que na ausência do profissional seja colocado em prática tudo aquilo que ambos aprenderam na aula. As mudanças só aparecerão se nós [profissional, cachorro e tutores] evoluirmos juntos, como um grupo”, afirma o adestrador.

Casos de maus-tratos e abandono podem gerar traumas. Os sintomas são semelhantes aos dos humanos: medo, agitação, reclusão, falta de interesse em atividades favoritas e distúrbios de sono.

Nessas situações, o adestramento exige cautela, levando em consideração o histórico do animal. O profissional deve avaliar os comportamentos pós-traumáticos e adequar as abordagens.

Segundo Lucas, o perfil de quem procura o serviço é bastante diverso. “Não dá para padronizar o tipo do cliente, nem mesmo o de cachorros. Cada um carrega a sua personalidade. O que todos os tutores têm em comum é o amor pelos cachorros e a busca pela melhora da convivência entre eles”, diz.

Tom foi adotado por João e Dhara, que precisaram se adaptar ao comportamento fruto de traumas do passado
Tom foi adotado por João e Dhara, que precisaram se adaptar ao comportamento fruto de traumas do passado | Foto: Arquivo pessoal

Tom, um cachorrinho da raça Shih Tzu com um passado marcado pelos maus tratos da antiga tutora, havia sido resgatado e adotado por outra família. No entanto, como apresentava um comportamento agressivo, foi colocado novamente para adoção. A história chegou até João Vitor Maciel e a esposa Dhara Zaynne, que desejavam há um tempo a companhia de um cachorro em casa. E não deu outra, Tom ganhou um novo lar.

Nos primeiros dias, ele se mostrava reativo e violento. Ciente de seu histórico traumático, João Vitor sabia que a adaptação seria um processo gradual. “Nos alertaram que esses comportamentos são reflexos dessas situações que ele viveu. Percebemos que ele não se aproximava muito e não confiava na gente. Se fazíamos um carinho, ele se assustava", relembra.

Seguindo o conselho de uma amiga, o casal procurou o trabalho de um adestrador para diminuir os sintomas do trauma. “Nós já estamos com o Tom há quase quatro meses, e o Tom já é um cachorro bem diferente. Foi uma luta árdua. Nós também somos bem diferentes, porque nós compreendemos e entendemos também que o amor, o cuidado, a atenção podem mudar qualquer ser vivo. Ele teve alguns encontros com o adestrador, nós recebemos as dicas e fomos aplicando em casa”, conta João Vitor.

Tom passou por vários estágios e ainda apresenta algumas sensibilidades, mas as orientações do profissional foram essenciais para construir uma relação positiva. “E agora, com mais consciência, a gente consegue observá-lo melhor, entender melhor como ele funciona e sermos mais assertivos para trazer um ambiente saudável para ele e para nós”, finaliza o tutor.

Relacionadas