ESPAÇO PET
Combatentes e companheiros: a parceria entre cães e policiais
Conheça a trajetória dos cães que atuam na linha de frente da PM alagoana
Combatentes e companheiros, os cães militares são preparados desde filhotes para garantir a segurança pública. Competentes, inteligentes e corajosos, eles têm um papel crucial no combate à criminalidade. Com um olfato aguçado que lhes permite farejar o perigo, esses trabalhadores de quatro patas têm habilidades que superam as dos seres humanos, tornando-os insubstituíveis.
O Canil Tenente Taveiras do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) tem atualmente 21 cães que atuam em diferentes funções: busca de narcóticos e armas; busca de artefatos explosivos; patrulhamento em áreas urbanas (k9) e interação social.
Apesar do treinamento ser intenso e começar nos primeiros meses de vida, os animais não têm nenhum contato com drogas ou substâncias explosivas. O tenente Costa explica que a preparação se dá, sobretudo, por meio do reforço positivo, assim o cachorro associa recompensas e brincadeiras ao trabalho.
“O cão sempre terá a percepção de estar procurando um brinquedo. Não há contato com as drogas em nenhum momento durante os treinamentos. A rotina de treinamento foca em atividades físicas e condicionamento via reforço positivo para desenvolver habilidades específicas como farejamento de drogas ou proteção”, explica.
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Os animais atuam em operações de segurança em lugares públicos como aeroportos, rodoviárias e presídios na detecção de drogas, armas e explosivos. Por estarem expostos a missões de risco, é necessário assegurar a saúde e segurança do animal por completo, para que tanto seu desempenho quanto seu bem-estar não sejam comprometidos. Proteções específicas e visitas recorrentes ao veterinário são essenciais.
“Os cães de polícia podem usar equipamento de proteção individual (EPI), como óculos especiais, que protegem os olhos em operações aéreas e treinamentos com disparos, e coleiras antiparasitárias para proteção contra insalubridade e doenças em ambientes de trabalho. Embora coletes balísticos sejam desconfortáveis para cães devido ao calor e ao pelo, a utilização desses equipamentos é fundamental para garantir a saúde e a integridade física dos animais durante as operações”, destaca o tenente.
Além da relação de obediência, os policiais e os cães cultivam um vínculo de afeto e confiança. Com o contato diário e parceria nas patrulhas, é impossível não ver os animais como bons companheiros. “É um vínculo forte e individualizado, conhecido como binômio, onde cada cão tem um policial responsável pelo seu treinamento, cuidado e missões. Esse elo é construído através de dedicação, amor, respeito e confiança mútua, que transcende o mero uso do cão como ferramenta de trabalho”, relata o tenente Costa.
Como todo trabalhador, os cães também têm direito à aposentadoria. Ela pode acontecer de diferentes maneiras, mas a principal regra é que o cão policial se aposente após 8 anos de serviço, ou quando já está debilitado e não tem mais capacidade para suas atividades.
Ligados pelo companheirismo e pela lealdade, os cães são peças-chave na segurança da sociedade. Eles fazem parte da história do batalhão e marcam sua trajetória como verdadeiros heróis.