loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Maré

ESPAÇO PET

Vamos passear? Como curtir espaços públicos em segurança com seu pet

Confira dicas de um especialista para evitar doenças, acidentes e estresse durante passeios com seu pet em espaços públicos

Ouvir
Compartilhar
Confira cuidados necessários na hora de passear com o seu pet
Confira cuidados necessários na hora de passear com o seu pet | Foto: — Foto: Divulgação

Levar o pet para passear é um momento de lazer e socialização, tanto para o tutor quanto para o animal. Mas o hábito exige responsabilidade, principalmente em espaços públicos. Garantir vacinas em dia, atenção à higiene e respeito às outras pessoas e animais é essencial para manter a convivência segura em locais como praças, parques e calçadas.

O médico-veterinário Bryam Amorim, especialista em doenças infecciosas e parasitárias, reforça que a prevenção começa antes mesmo de sair de casa. “O tutor precisa garantir que o animal esteja clinicamente saudável, vacinado e vermifugado”. Isso é importante pois ambientes públicos oferecem muitos estímulos e potenciais fontes de contaminação.

Além dos cuidados com a saúde, o uso de coleira e guia adequadas ao porte e temperamento do pet é indispensável. O veterinário lembra também da importância de recolher as fezes durante o passeio. “É uma questão de higiene e de saúde pública, já que diversos patógenos podem ser transmitidos pelo ambiente contaminado”, alerta.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a microchipagem, um método de identificação permanente e seguro. “O microchip pode ser usado para reunir o pet com o tutor em caso de perda, além de ser uma exigência para viagens internacionais”.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Vacinas e prevenção: o que é obrigatório?

A vacinação é uma das etapas mais importantes antes de liberar o pet para passeios. Bryam destaca que a vacina antirrábica é obrigatória e protege tanto o animal quanto a população humana. “A raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Na maioria dos casos tende a ser fatal”, ressalta.

Além da antirrábica, o veterinário recomenda manter atualizadas as vacinas múltiplas: V8 ou V10 para cães e quádrupla para gatos, que previnem doenças infectocontagiosas altamente transmissíveis. O controle contra pulgas, carrapatos e vermes também deve ser feito com regularidade, sempre com medicamentos prescritos por um profissional.

Para filhotes, o passeio só deve ocorrer após o protocolo vacinal completo. “No mínimo três doses da vacina múltipla, uma dose da vacina da raiva e um protocolo parasitário, geralmente por volta dos quatro meses de idade”, reforça o especialista.

Ele também lembra que, além da saúde, a identificação é uma obrigação do tutor responsável. O governo federal lançou o Programa SinPatinhas, um cadastro nacional gratuito de cães e gatos que auxilia no controle populacional e na formulação de políticas públicas para os animais domésticos.

Evite acidentes com outros animais

Antes de ir para locais movimentados, é importante preparar o bichinho. “A adaptação é muito importante, especialmente para pets que nunca foram expostos a locais com grande fluxo de pessoas, sons e outros animais. Nós chamamos isso de dessensibilização”, esclarece.

O processo deve ser gradual. O tutor começa com passeios curtos em ambientes tranquilos, reforçando comportamentos calmos com petiscos e recompensas. Com o tempo, é possível aumentar o nível de estímulo, sempre com respeito ao limite do animal.

Durante os passeios, também é importante observar o comportamento dos outros cães. Bryam orienta: “Sinais de tensão, como orelhas baixas, pelos eriçados, olhar fixo ou rosnado, indicam desconforto. Nesses casos, o ideal é manter distância e nunca forçar”.

Cidadania em quatro-patas

Embora cresça o número de praças “pet friendly” e áreas de convivência, o Brasil ainda está longe de oferecer espaços adequados para os animais. O especialista observa que faltam infraestrutura e políticas públicas que garantam segurança e bem-estar.

“Grande parte das áreas públicas não conta com bebedouros, lixeiras adequadas, sombra, sinalização ou manutenção sanitária, o que limita o acesso e aumenta os riscos à saúde animal e humana”, avalia.

Segundo ele, também falta educação comunitária e campanhas de conscientização sobre o uso responsável desses locais. Para o veterinário, o caminho ideal é incorporar o conceito de Saúde Única (One Health) ao planejamento urbano, que considera o bem-estar animal, a saúde pública e o meio ambiente.

Aqui vai uma lista para você não esquecer nada no próximo passeio com seu bichinho:

Saquinhos para recolher as fezes;

Garrafa com água e potinho para hidratação;

Guia e coleira confortáveis e resistentes;

Identificação do animal, com nome e telefone do tutor;

Para passeios mais longos, um petisco ou brinquedo que o animal goste para reforçar comportamentos positivos.

Relacionadas