ESPAÇO PET
Whey protein também é para pets? Veterinário explica o uso e riscos
Produto é muito utilizado por quem pratica atividades físicas; para os “pais” de pet, surge a dúvida: os animais podem consumir?


Para quem pratica atividades físicas regulares, principalmente musculação, um dos suplementos mais famosos e recomendados é o whey protein. Ele serve para construir e reparar músculos, acelerar a recuperação pós-treino e ajudar na manutenção da massa magra.
Por ser um suplemento proteico rico em aminoácidos essenciais, é uma forma prática de complementar a ingestão de proteínas para alcançar objetivos como hipertrofia ou simplesmente garantir que o corpo receba o que precisa para manter um desempenho físico adequado.
Hoje em dia, muitos tutores estão investindo em alimentações que fogem do básico para os pets. É comum ver pessoas que não ofertam mais a ração, e sim produtos naturais e suplementos. Pensando nisso, é possível que cães e gatos também consumam whey?
Pode ou não pode?
A resposta é não. Segundo o médico-veterinário Giovani Xavier, o suplemento humano não é seguro para os pets. “Para o uso ser seguro precisa ser um whey próprio para cães e gatos, como o pet protein e outros”.
A explicação é que na versão humana existe uma variedade de ingredientes que não são recomendados para o consumo animal. Entre eles estão a lactose, adoçantes e corantes artificiais — que, dependendo, podem ser prejudiciais até para as pessoas.
As consequências podem ser graves se o produto for administrado de forma incorreta e sem orientação veterinária. “Pode acarretar uma possível sobrecarga ou lesão renal e até hepática, além de manifestar alterações gástricas, como diarreia”.

Qual a forma correta?
Mesmo na versão pet, o uso não é recomendado para todos os animais. De acordo com Giovani, existe algumas circunstâncias clínicas em que ele pode ser utilizado. Por isso, deve ser sempre administrado sob acompanhamento.
“Cães idosos, sem problema renal, para combater a perda muscular, filhotes órfãos em fase de crescimento, fêmeas gestantes ou lactantes, ou cães em recuperação cirúrgica e nutricional”, explica.
Além disso, é preciso que o pet passe por uma avaliação nutricional, que pode ser feita por veterinários especializados na área. “Avalia-se a dieta atual, o estado de saúde, idade, peso, raça, nível de atividade que o animal desempenha e qualquer condição médica preexistente".
O que o excesso de proteína pode causar
O excesso de proteína pode causar diferentes reações a depender da idade do animal. Os filhotes podem sofrer com diversos distúrbios digestivos, além de sobrecarga renal e hepática, assim como os pets adultos.
Ainda que os idosos precisem de mais proteína, precisam passar por exames complementares para descartar condições que piorariam com o consumo. “Alguns sintomas em cães idosos são problemas digestivos, como diarreia e vômito, além de uma possível insuficiência renal".
No geral, os tutores devem ficar atentos com as reações adversas. Vômitos, diarreia, gases, desconforto abdominal, perda de peso e dificuldade para se alimentar. “Sintomas dermatológicos como coceira intensa, lesões cutâneas, inchaço da face, lábios ou língua”, acrescenta o especialista.
