COLUNA RAPHA FALCÃO
A nova era dos criadores: O que muda no digital em 2026
.

Mestres, existe um mercado que não para de ganhar força e já deixou de ser apenas “uma promessa” para se tornar uma força econômica global. Ele tem nome: Creator Economy, a economia dos criadores de conteúdo.
Esse ecossistema é composto por pessoas que criam, distribuem e monetizam conteúdo, produtos e serviços diretamente para sua audiência, sem depender exclusivamente de mídias tradicionais ou intermediários. E essa mudança já está redefinindo o jogo para sempre.
A economia dos criadores virou um negócio real
Dentro desse modelo, os criadores estão transformando sua influência em múltiplas fontes de receita. Eles não dependem mais apenas de views ou curtidas. Eles ganham dinheiro por meio de:
- Publicidade e parcerias com marcas
- Produtos próprios, como cursos, e‑books e merchandise
- Assinaturas e apoio direto da audiência
- Programas de afiliados e conteúdo pago
Esse cenário transformou muitos influenciadores em pequenos negócios completos com comunidade engajada, fidelidade real e múltiplas linhas de monetização.
A economia dos criadores já vale trilhões
Os números não deixam espaço para dúvida: a creator economy é uma força gigantesca no mundo digital.
Em 2024, o mercado global estava estimado em cerca de US$ 205 bilhões.
E a projeção é de crescimento para US$ 1,3 trilhão até 2033, com uma taxa média acima de 23% ao ano.
Isso significa que esse não é um movimento passageiro ou modinha de rede social. É crescimento real, consistente e acelerado, impulsionado pelo consumo digital e pela monetização direta entre criadores e suas audiências.
O que vai dominar em 2026
Com base em estudos, comportamento do público e movimentos observados nas plataformas, aqui estão as principais tendências que vão definir quem ganha e quem perde no próximo ano:
1. Ativações presenciais com criadores
O digital abriu as portas, mas o público ainda quer conexão real.
Eventos liderados por criadores (encontros, workshops, cursos e lançamentos presenciais), vão dominar como momentos de engajamento profundo e de vendas ao vivo.
As marcas que entenderem essa necessidade e fizerem parcerias estratégicas com creators serão as que mais se destacarem ao longo do ano.
2. Criadores virando empresas de mídia
Estamos deixando para trás a ideia de “influenciador” como alguém que só posta.
Os maiores criadores estão se transformando em CEOs de impérios de conteúdo. Eles montam estúdios próprios, distribuem conteúdo em escala e agem como empresas que gerenciam mídia, estratégia e negócios.
A mentalidade mudou: não basta criar conteúdo. É preciso planejar, distribuir e escalar como uma mídia profissional.
3. Plataformas de afiliados e marketplaces de criadores
Marcas estão criando seus próprios sistemas de afiliados e marketplaces para conectar produtos diretamente com creators e suas audiências. Isso já começa a acontecer em grandes redes varejistas e organizações.
Eu mesmo treinei times e eventos para plataformas pensando nessa lógica criador‑marca, e essa tendência vai ganhar ainda mais força em 2026.
4. Geração Z como motor de consumo
A Geração Z (nascida entre 1998 e 2010) já é um dos públicos mais ativos no digital. Eles:
- Preferem conteúdo curto, simples e visual
- Consomem vídeos nativos, especialmente Reels e formatos rápidos
- Têm poder de compra e influência sobre decisões de consumo
- Se seu conteúdo não dialoga com os padrões de consumo da Gen Z, você está deixando uma parte gigantesca da audiência fora do seu radar.
5. Influenciadores B2C no LinkedIn
O LinkedIn deixou de ser apenas um currículo online e está virando um canal de influência e autoridade para marcas e criadores.
Com vídeos, analytics e formatos que impulsionam descoberta, o LinkedIn vai consolidar sua posição como uma ferramenta poderosa para alcance de públicos que têm intenção de compra e interesse por conteúdo de valor profissional.
6. IA como aliada dos influenciadores
O processo de criação já acelerou demais com ferramentas como o ChatGPT.
A diferença entre quem ganha e quem perde será definida por quem faz as melhores perguntas (prompts) e usa a IA com estratégia.
Não é sobre substituir o humano. É sobre potencializar o humano com ferramentas inteligentes.
Um dado interessante é que, em 2025, o conteúdo produzido com IA já ultrapassou, em volume, o conteúdo exclusivamente humano. Isso representa uma mudança profunda na produção e nos modelos de distribuição de conteúdo.
7. Microinfluenciadores como canal de vendas
Perfis com até 50 mil seguidores, especialmente aqueles com audiência fiel em regiões específicas, vão se tornar ainda mais procurados por marcas.
O motivo é simples: relevância regional muitas vezes converte mais do que números absolutos. Microinfluenciadores tendem a ter maior confiança e conexão com sua base, o que favorece conversões reais.
8. Agências de influenciadores com marketplaces próprios
As agências estão evoluindo. Elas não são mais apenas intermediárias de “negócios fechados”. Estão criando ecossistemas próprios:
Marketplaces de contratação
Ferramentas de match entre criadores e marcas
Comissões por resultados
Isso simplifica a vida de quem quer trabalhar com creators e, ao mesmo tempo, profissionaliza ainda mais o mercado.
E agora?
Se você cria conteúdo, influencia outras pessoas, vende produtos ou serviços, essas tendências vão definir seu sucesso em 2026. Não basta mais postar de qualquer jeito ou seguir fórmulas isoladas.
2026 exige:
1 - Visão estratégica
2 - Uso inteligente de dados
3 - Compreensão profunda da sua audiência
4 - Capacidade de monetizar múltiplos ativos
5 - Conexão real com sua comunidade
A Creator Economy não é apenas uma expressão bonita. É o novo mercado onde atenção se transforma em negócio, influência se transforma em receita e diálogo se transforma em impacto real.
Se você quer dominar esse ano que começa, foque nas tendências, adapte sua estratégia e comece a agir hoje mesmo.
