loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 17/01/2026 | Ano | Nº 6142
Maceió, AL
24° Tempo
Home > Maré

SAÚDE

Não chegar ao sono profundo aumenta risco de Alzheimer, diz estudo

Redução do sono profundo, aquele com ondas lentas e estágio REM, é ligada à atrofia de áreas cerebrais vulneráveis ao Alzheimer

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Imagem ilustrativa da imagem Não chegar ao sono profundo aumenta risco de Alzheimer, diz estudo
| Foto: PonyWang/ Getty Images

A privação de sono, especialmente com a redução do descanso profundo, aumenta o risco de desenvolvimento de Alzheimer. A conclusão é fruto de uma pesquisa feita nos Estados Unidos e que associou dormir mal à atrofia do cérebro e ao risco aumentado de demência.

Os cientistas descobriram que não alcançar a fase REM do sono, associada aos sonhos e ao descanso mais profundo, leva à atrofia do hipocampo e das regiões entorrinal e parietal inferior do cérebro, zonas que são conhecidas como as mais vulneráveis ao Alzheimer, já que os acúmulos de proteínas tóxicas nelas leva à progressão mais rápida da demência.

“Nossos resultados fornecem evidências preliminares de que a redução da neuroatividade durante o sono pode contribuir para a atrofia cerebral, aumentando potencialmente o risco de Alzheimer”, disse o neurocientista Gawon Cho, da Universidade de Yale, nos EUA, autor principal da investigação.

O estudo publicado em junho pela American Academy of Sleep Medicine contou com a participação de 270 voluntários para a coleta de dados de saúde. Eles tiveram as noites de sono monitoradas e foram acompanhados ao longo de 13 anos para a avaliação dos impactos na saúde cerebral.

Uma limitação da pesquisa, porém, é que ela foi realizada apenas com pessoas brancas e a maioria delas tinha mais de 16 anos de educação formal, o que pode afetar os dados de memória obtidos.

Alterações estruturais no cérebro e sono

O tempo médio de sono de ondas lentas foi de 17,4%, enquanto o de sono REM de 21,5% do tempo dormido. O grupo com menos ondas lentas foi associado a volumes menores do cérebro, com uma diferença de 44,18 milímetros cúbicos de atrofia na região parietal inferior para cada ponto percentual a menos de repouso profundo.

A mesma região parietal apresentou perda de 75,4 milímetros cúbicos por cada ponto percentual de sono REM reduzido.

O índice de despertares não apresentou associação aos volumes das regiões vulneráveis à doença de Alzheimer nos testes realizados. Nenhuma das variáveis de descanso foi associada a micro hemorragias cerebrais ou micro hemorragias lobares neste grupo estudado.

Os autores destacam que assim como a insônia traz impactos aumentando o risco doença de Alzheimer, melhorar o sono parece oferecer benefícios em igual proporção através da melhora nos hábitos de descanso, como manter uma rotina de horários, uma temperatura amena, evitar o uso de telas e de bebidas estimulantes nas horas anteriores a dormir.

“O repouso pode ser um fator de risco modificável para o Alzheimer e demências relacionadas, o que representa uma oportunidade para explorar intervenções que reduzam o risco ou retardem o início da doença”, conclui Cho.

Relacionadas