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Gripe felina: vacina evita cegueira e sequelas crônicas em gatos

Especialista alerta que doenças respiratórias podem causar rinite; prevenção começa aos 2 meses de vida

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Imagem ilustrativa da imagem Gripe felina: vacina evita cegueira e sequelas crônicas em gatos
| Foto: Freepik

O que muitos tutores confundem com um simples resfriado pode, na verdade, esconder o Complexo Respiratório Felino (CRF), um conjunto de infecções altamente contagiosas que ameaça a qualidade de vida dos gatos permanentemente. Causada principalmente pelo herpesvírus e calicivírus, a doença pode deixar sequelas que afetam a visão, a respiração e até a alimentação dos animais.

Segundo a médica-veterinária Kathia Soares, o perigo reside na cronicidade. O herpesvírus, por exemplo, permanece no organismo por toda a vida em 80% dos casos, podendo ser reativado em momentos de estresse.

“Muitos gatos acabam desenvolvendo rinites crônicas e úlceras de córnea, com risco real de perda da visão”, explica a especialista.

Além do espirro: dor e desnutrição

O calicivírus, outro agente comum no complexo, é conhecido por causar úlceras dolorosas na boca. De acordo com Kathia, o desconforto é tão intenso que o felino pode parar de comer e beber água, levando a quadros severos de desidratação.

Imagem ilustrativa da imagem Gripe felina: vacina evita cegueira e sequelas crônicas em gatos
| Foto: Freepik

Além disso, a demora em buscar ajuda profissional pode resultar em danos definitivos aos cornetos nasais. Como os gatos dependem do olfato para interagir e se alimentar, a perda desse sentido compromete diretamente seu bem-estar e longevidade.

O poder da prevenção

A estratégia mais segura e eficaz continua sendo a vacinação. O protocolo geralmente se inicia quando o filhote completa 9 semanas de vida. Atualmente, o mercado oferece opções robustas que protegem contra múltiplos agentes:

Rinotraqueíte e calicivirose: principais causas da gripe felina.

Panleucopenia e clamidiose: infecções graves que atacam o sistema imunológico e ocular.

FeLV (Leucemia Felina): uma das doenças virais mais críticas para a espécie.

A vacinação regular, aliada a check-ups periódicos, é o que garante que o felino viva mais e sem as limitações de uma doença que poderia ter sido evitada. “Preservar as vias aéreas é essencial para a interação e sobrevivência do gato”, conclui Kathia.

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