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Sedentarismo eleva carga de estresse na meia-idade, aponta pesquisa

Estudo acompanhou 3.300 adultos e mostra que a falta de atividade física aumenta o estresse biológico

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Estudo mostra que sedentarismo eleva carga de estresse na meia-idade
Estudo mostra que sedentarismo eleva carga de estresse na meia-idade | Foto: Divulgação

Muita gente adia a prática de atividade física por falta de tempo ou prioridade. Mas evidências científicas indicam que essa escolha pode ter consequências além do ganho de peso ou da perda de condicionamento. Um estudo finlandês publicado em dezembro na revista Psychoneuroendocrinology mostra que, após os 30 anos, o sedentarismo desencadeia uma série de alterações biológicas que, décadas depois, tendem a se acumular.

A partir dos 50, esse processo pode manter o organismo em um estado persistente de ativação dos mecanismos de estresse, aumentando o desgaste do corpo e o risco cardiovascular na meia-idade. Essa conclusão surgiu a partir da observação de mecanismos biológicos de resposta ao estresse em pessoas sedentárias comparadas àquelas que faziam atividades físicas.

A carga alostática, ou seja, o desgaste acumulado do sistema nervoso pela ativação constante dos mecanismos de estresse, foi 17% maior no grupo que não praticava atividades físicas ou que tinha diminuído a frequência entre os 31 e os 46 anos de idade. O estudo acompanhou 3.300 adultos por 15 anos.

O impacto do estresse no sistema cardiovascular observado na pesquisa é uma via de mão dupla: por um lado, agrava o mau funcionamento do coração; por outro, pode levar ao aumento dos marcadores biológicos do estresse, criando um ciclo vicioso que prejudica o funcionamento do organismo de modo geral. Somado a isso, a falta de atividade física favorece problemas como aumento da pressão arterial, maior acúmulo de gordura visceral, pior controle da glicose e ativação persistente do sistema nervoso simpático.

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