loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 18/07/2026 | Ano | Nº 6270
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Maré

COLUNA ILCA MARIA ESTEVÃO

Jelly Firkin: a "Birkin" de plástico que virou febre

Bolsa de plástico viraliza como dupe fofo da Birkin, mas o PVC sobrevive à trend: pode levar séculos para se decompor

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem Jelly Firkin: a "Birkin" de plástico que virou febre
| Foto: Divulgação

As bolsas jelly “Firkin” (apelido bem-humorado para as Birkins falsificadas) protagonizam a mais recente tendência das redes sociais. Embora pareça uma novidade, o item viral resgata a força que os acessórios jelly e plastificados vinham ganhando há meses, em um movimento que remonta aos anos 2000. O ponto de retomada da trend foi a Coreia do Sul, impulsionada por celebridades como Kya, integrante do grupo de k-pop KiiiKiii, que apostou no acessório nas imagens promocionais do segundo EP da banda, Delulu Pack. Vem saber mais!

Imagem ilustrativa da imagem Jelly Firkin: a "Birkin" de plástico que virou febre
| Foto: Divulgação

A retomada da tendência

Diante da crescente popularidade do item, que caminha lado a lado com a alta generalizada dos calçados jellys – como as sandálias com estética dos anos 2000 que voltaram com tudo em 2025 –, não demorou para que a bolsa fosse reproduzida e vendida em massa por e-commerces diversos. Entretanto, a velocidade do consumo reforça o quanto as tendências são feitas para serem descartáveis.

Feita em PVC e inspirada por um modelo de luxo, a peça une o tom divertido que marcou outras tendências recentes, como os chaveiros statement e os Labubus, a um processo de fabricação simples, facilitando a reprodução em dos produtos em escala industrial. É exatamente essa facilidade que deveria acender um alerta.

Imagem ilustrativa da imagem Jelly Firkin: a "Birkin" de plástico que virou febre
| Foto: Divulgação

Jelly Firkins e a sustentabilidade

Tendências que viralizam da noite para o dia costumam sumir com a mesma velocidade com que surgem. O PVC, porém, não segue a lógica do hype. Trata-se de um material extremamente resistente, cujo tempo de degradação é tão longo que os próprios cientistas ainda não conseguem precisar quando ele desaparece por completo do meio ambiente.

Imagem ilustrativa da imagem Jelly Firkin: a "Birkin" de plástico que virou febre
| Foto: Divulgação

Na prática, o plástico não se decompõe: se fragmenta progressivamente em partículas cada vez menores, dando origem aos microplásticos. As partículas, que têm menos de 5 milímetros de diâmetro, são apontadas por pesquisadores como um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Persistentes e amplamente disseminados, contaminam ecossistemas inteiros e já foram detectados em diferentes elos da cadeia alimentar.

Embora as bolsas de plástico estejam longe de ser uma novidade no mercado, vale questionar até que ponto a adesão às Firkins é movida apenas pelo calor do momento e se a peça vai, de fato, ganhar espaço fixo no guarda-roupa, com uso e reutilização que justifiquem a compra.

Relacionadas