SAÚDE
Suplemento viral na internet acende alerta para uso sem orientação médica
Caso de mulher que sofreu falência hepática após uso de gomas de ashwagandha reforça riscos
A popularização de suplementos alimentares nas redes sociais acende um alerta sobre os riscos do consumo sem orientação profissional. Um caso que ganhou repercussão internacional envolve Lois Kinder, que desenvolveu falência hepática após cerca de um ano de uso diário de gomas de ashwagandha, suplemento divulgado no TikTok. A paciente precisou de um transplante de fígado de emergência e, segundo a notícia, sofreu três paradas cardíacas e danos cerebrais.
O episódio chama a atenção para a necessidade de avaliar com cautela o uso de suplementos, mesmo aqueles apresentados como naturais. A ashwagandha é uma planta utilizada em produtos comercializados para diferentes finalidades, como manejo do estresse e melhora do sono. No entanto, a origem natural de um ingrediente não significa que ele seja isento de riscos.
Segundo o nutrólogo Dr. Djairo Araújo, a suplementação deve ser individualizada e baseada nas necessidades de cada pessoa. “Existe uma ideia equivocada de que, por ser natural, um suplemento é necessariamente seguro. Mas qualquer substância utilizada com a intenção de produzir efeitos no organismo pode apresentar riscos, efeitos adversos e contraindicações”, alerta.
Outro ponto importante é a influência das redes sociais. O relato positivo de um influenciador não garante a eficácia do suplemento. A resposta do organismo varia de pessoa para pessoa e pode haver consequências.
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Ele reforça que sintomas inesperados após o início de qualquer suplementação devem ser levados a sério. A orientação é que o consumo só seja iniciado com acompanhamento profissional, evitando decisões baseadas em tendências da internet.