Mercado Alagoas
Confira os destaques da economia alagoana #MA10032020
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Tlim, tlim
Em fevereiro, pelo segundo mês no ano, a Secretaria da Fazenda de Alagoas conseguiu manter desempenho positivo na arrecadação de ICMS. No mês passado, a receita com o imposto chegou a R$ 367,9 milhões, em alta de R$ 6,95% na comparação com o valor arrecadado em igual mês do ano anterior (R$ 343,9 milhões).
No cofre
De acordo com dados preliminares, a receita acumulada de ICMS de Alagoas nos dois primeiros meses deste ano chegou a R$ 708,6 milhões, em crescimento de 6,84% na comparação com os R$ 730,6 milhões em igual período do ano anterior.
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Avaliação
“A arrecadação foi bem. Fevereiro respondeu como o esperado. Teve aceleração no varejo em dezembro, que repercute um pouco na arrecadação do mês. A expectativa é boa para este ano. Estamos com inflação de pouco mais de 3% e o ICMS tá arrecadando bem mais. Estou bem tranquilo para este ano e acredito que a economia alagoana vai responder bem o ano todo”, aponta o secretário da Fazenda, George Santoro.
Expectativa
Segundo Santoro, nenhum setor se destacou mais que outros no ICMS em fevereiro. “Todos tiveram crescimento parecido no mês, o que mostra consistência. A partir de março vai ter o retorno aos poucos da Braskem, da planta funcionando. Isso ajuda bastante a economia. Também temos a questão dos tanques da Petrobras voltando a operar. Então, são notícias boas que vão acabar repercutindo na nossa arrecadação ao longo do ano”, adianta o secretário
Nova ameaça
A queda do preço do petróleo – em resposta ao avanço do coronavírus pelo mundo – disparou o sinal de alerta para o setor canavieiro. Segundo o presidente da Asplana, Edgar Filho, diante do cenário atual, a produção de etanol pode ser impactada de forma negativa. “O etanol pode perder competitividade. O mundo está com medo que ocorra um recuo da economia global por conta do vírus. Os analistas alegam que deve haver muito petróleo para pouco consumo”, avaliou Edgar Filho.
Novo mix
Em resposta à nova crise, o dirigente da Asplana acredita na possibilidade de mudança no mix da safra em Alagoas. Como reflexo da movimentação da economia mundial, o setor deve ampliar a produção de açúcar em detrimento da de etanol. “Devemos ter uma safra mais açucareira. Afinal, o preço do açúcar está reagindo”, alertou.
Reflexo negativo
O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, avalia que não existe, até agora, “impacto negativo do evento coronavírus na comercialização tanto de açúcar como de etanol”, mas alerta: “Caso se instale uma longa e profunda redução da atividade econômica mundial, poderá haver reflexo”.
Reflexo positivo
“Com relação ao câmbio, está havendo reflexo positivo nesse saldo de comercialização ainda por se realizar. O câmbio favorece o preço em reais do açúcar exportado e do etanol pelo aumento do preço em real do petróleo”, avalia o presidente do Sindaçúcar-AL.
Colateral
Pedro Robério Nogueira concorda com Edgar Fiho no cenário econômico para o setor após queda nos preços do petróleo. “Com o preço do petróleo desabando o reflexo no etanol é direto e negativo”, aponta.
Rachando
A Assembleia Legislativa de Alagoas deve se dividir em “duas bandas” nas eleições de Maceió. O deputado Davi Davino Filho terá o apoio de 12 a 13 deputados, mesma situação de Alfredo Gaspar de Mendonça. Para JHC deve sobrar o apoio de Davi Maia, enquanto Cabo Bebeto pode lançar Leonardo Dias, que disputaria com o apoio do grupo que forma o Aliança Pelo Brasil em AL.
Dividindo
A Câmara de Vereadores de Maceió também deve se dividir, mas, no momento, a proporção não seria a mesma. Entre os vereadores de mandato, a maioria deve ficar com Gaspar, candidato apoiado por Rui Palmeira e Renan Filho. Dos atuais 21 parlamentares, 16 ficariam com o grupo de Alfredo e os outros iriam para Davi e JHC.