Mercado Alagoas
Confira os destaques da economia alagoana #MA15042020
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Regra
Praticamente, todos os setores da economia de Alagoas amargam resultados negativos com as medidas de isolamento social decretadas pelo governo do Estado. Alguns, no entanto, sofreram impacto maior. Um estudo feito por técnicos da Sefaz que circula entre lideranças do setor produtivo do Estado aponta que as áreas de têxtil, construção, bebidas, fumo e combustíveis foram as mais afetadas.
Despencando
O segmento econômico da indústria têxtil foi o que apresentou maior redução no valor de suas vendas, que caíram, segundo o estudo, em cerca de 73%, entre os dias 21 de março e 3 de abril. A comparação é feita com o mesmo período do ano anterior. Quando a avaliação é feita considerando duas semanas antes e duas semanas após a implantação da quarentena, a redução é de aproximadamente 83%.
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Sem obras
O setor da construção civil apresentou uma queda aproximada de 54% no período analisado (21 de março a 03 de abril) comparando os resultados de 2020 ante 2019. Também foi verificado que, na comparação das duas semanas antes e duas semanas após o decreto governamental para realização da quarentena, a redução foi em torno de 57%.
Sem álcool
O setor econômico que compreende o atacado, o varejo e a fabricação de bebidas e fumo também sofreu forte impacto nas suas vendas, segundo o estudo de técnicos da Sefaz. Foi identificada uma redução nos valores das vendas de 67,63% no período analisado (21 de março a 03 de abril) comparando os resultados de 2020 ante 2019. Comparando-se duas semanas antes e após o decreto, a redução foi de aproximadamente 43%.
Tanques vazios
No setor de Combustíveis (atacado e no varejo), a redução foi de 31,37% nas vendas, mesmo com os estabelecimentos funcionando. A comparação foi feita entre 21 de março a 03 de abril comparando os resultados de 2020 ante 2019.
Auxílio
A Caixa Econômica Federal informou que, até a noite de ontem (13), 34,3 milhões de pessoas se cadastraram para receber o auxílio emergencial de R$ 600. Em Alagoas, mais de 290 mil pessoas estão aptas a receber a ajuda. O benefício a trabalhadores de baixa renda afetados pela pandemia de coronavírus começará a ser sacado em dinheiro a partir desta terça-feira, dia 14.
Movimentado
A Fecomércio AL estima que medida pode representar a injeção de cerca de R$ 579,6 milhões ao mês em Alagoas, chegando a R$ 1.7 bilhão no trimestre em que estará vigente.
Base
O assessor econômico da Fecomércio AL, Felippe Rocha, explica que a projeção considera dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), realizada pelo IBGE e do Relatório de Informações Sociais do MDS.
Públicos
Segundo o estudo, no total, 296 mil alagoanos estão em situação potencial para o recebimento do auxílio. Considerando o valor unitário do benefício, isso significa uma injeção de renda potencial de R$ 177,6 milhões.
Públicos 2
Já os dados do Relatório de Informações Sociais demonstram que existem 386.376 famílias alagoanas recebendo o Bolsa Família e, portanto, aptas a receber o auxílio emergencial. Contabilizando apenas este programa social, o valor de R$ 600 significará uma injeção de R$ 231.8 milhões.
Públicos 3
O relatório traz, ainda, dados relativos ao Cadastro Único (CadÚnico). Embora nem todos que estão neste cadastro recebam o Bolsa Família, possuem renda per capita compatível com os critérios estabelecidos pelo governo para recebimento do auxílio. Isso representa 238.718 famílias no CadÚnico (mas fora do Bolsa Família), com potencial injeção de renda de R$ 170,2 milhões.
Cálculo
Somando-se as projeções de cada grupo, chega-se ao montante de R$ 579.6 milhões mensais e, no acumulado, R$ 1.7 bilhão. De acordo com o economista, do montante mensal, cerca de R$ 83.3 milhões devem circular em Maceió, já que existem 59.206 famílias inscritas no Bolsa Família e 79.651 que estão no CadÚnico sem receber nenhum benefício.