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Mercado Alagoas

Confira os destaques da economia alagoana #MA20062020

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Por Edivaldo Junior | Edição do dia 20/06/2020 - Matéria atualizada em 19/06/2020 às 22h04

Não muda nada

O governador Renan Filho dá sinais de que deve renovar o atual decreto de situação de emergência do jeito que está. Sem flexibilização, como se espera, de setores da economia que continuam fechados. Isso apesar da visível queda na taxa de transmissão do novo coronavírus em Alagoas e na queda diária no número de novos casos de Covid-19 no Estado..


Na última hora

O atual decreto vale até o próximo dia 22. E só na segunda-feira é que o governo deve anunciar a decisão de manter tudo do jeito que está, embora ainda exista possibilidade de flexibilizar a reabertura da economia por áreas geográficas onde a curva epidemiológica está em queda.


Ouvindo

Numa reunião comandada pelo secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, com 58 representantes de diversos segmentos dos setores púbicos e privados da sociedade alagoana, o “sentimento” do governo é por uma prorrogação das atuais medidas por mais uma semana, ao menos.


Mais tempo

“Os números caíram”, admite Fábio Farias. Mas ele acrescenta “que ainda tem alguns índices que precisam de mais alguma folga, dito pela área de saúde. Ouvimos tanto gestores da saúde pública quanto do setor privado. E a recomendação é que se espere mais alguns dias antes de abrir”, aponta.


Fiscalização

O secretário do Gabinete Civil reconhece que houve uma queda no índice de isolamento social em todo o Estado. E ao ser questionado sobre a fiscalização, ele defende que é preciso também “compreensão da sociedade. Precisa ter fiscalização, mas esta é também uma questão educacional”, pondera.


Visões

A reunião coordenada pelo Gabinete Civil reuniu lideranças alagoanas, entre representantes dos setores produtivos, pesquisadores, universidades, médicos e especialistas, igrejas, prefeituras, MPE/AL, MPF/AL, secretários de Estado, representantes da AMA, prefeitura de Maceió e dos trabalhadores. As visões foram diversas, com defesa pela renovação de um lado e da flexibilização, do outro.


Com economia

“Com os veementes apelos dos setores produtivos para a retomada gradual das atividades – especialmente nas áreas do comércio, turismo, transporte e outros serviços –, uma série de aspectos foram abordados no tocante à ampliação da abertura e dos perigos que o fato ainda pode representar para a população”, revela texto da Agência Alagoas .


Sem economia

“Os segmentos da saúde, os pesquisadores e o MPE/AL reconheceram as dificuldades na economia, mas destacaram que o retorno normal às atividades só deve ocorrer com índices capazes de assegurar menos riscos de estrangulamento da rede hospitalar e mais garantias de que a letalidade pode ser contida”, aponta a Agência Alagoas.


Matemática

Um levantamento do meu blog na Gazetaweb, no entanto, mostra que pandemia do novo coronavírus está perdendo força em Maceió. No começo da pandemia foram 20 casos registrados em Alagoas, sendo 18 em Maceió (90%). Em abril, foram 1.202 casos no Estado. Destes, 993 ou 82,61% na capital. Dos 9.556 casos registrados em maio em Alagoas, foram 5.173 na capital (54,13%).


Caindo mais

Até maio, Maceió tinha mais casos do que todos os outros municípios do interior juntos. Essa realidade mudou nos últimos dias. Em junho, na comparação mês a mês, a capital teve menos casos do que os registados no interior. De acordo com dados do último boletim epidemiológico da último dia 18 foram 14.855 novos casos em Alagoas no mês de junho. E destes, 5.673 ou 38,19% em Maceió, enquanto os demais municípios alagoanos responderam por 9.182 casos ou 61,81%.


E mais queda

A mudança na curva epidemiológica na capital se torna mais clara ao se comparar a evolução dados dos últimos 7 dias, entre 11 e 18 de junho. Nesse intervalo, o número de casos cresceu 25,1% em Maceió (de 9,3 mil para 11,7 mil) e 41,5% no interior (de 9,8 mil para 13,9 mil). Nesse período foram 2,3 mil novos casos na capital e 6,4 mil novos casos no Estado. Na prática, a capital tem agora 1 a cada 3 novos casos registrados em Alagoas.

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