Juros reais
Brasil mantém liderança em juros reais mesmo após corte da Selic
Liderança em juros
O Brasil segue na primeira posição do ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano, após o Banco Central anunciar, nesta quarta-feira (16), um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
Média dos países
Segundo levantamento da MoneYou, em parceria com a Lev Intelligence, o país aparece à frente de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%) e Turquia (6,25%). A média dos 40 países analisados é de 1,62%.
TV Gazeta inicia nesta quinta-feira (17) entrevistas com candidatos ao Senado
TRE-AL inicia nesta quarta preparação das urnas após análise de candidaturas
PMs são encurralados e agredidos por torcedores do Sport no Rei Pelé #futebol #crb
Marquise desaba e mata idoso de 74 anos em São Paulo - 15/09/2026
Foragido de Pernambuco é preso escondido em São José da Tapera - 15/09/2026
Corte insuficiente
O corte da taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano foi considerado insuficiente por representantes da indústria, do comércio e da construção civil para destravar a atividade econômica do país. Os empresários alertam que a manutenção dos juros em patamares restritivos e de dois dígitos desde 2022 reduz a competitividade das empresas e freia projetos de longo prazo.
Paralisação
A manutenção prolongada dos juros em patamares elevados paralisa novos empreendimentos e compromete o planejamento de longo prazo. A construção civil sentiu a perda de ritmo ao recuar 0,4% entre abril e junho, em um cenário de redução da capacidade de investimento. “Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade”, afirma o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.
Lentidão
O setor avalia que a lentidão do BC na redução do custo do dinheiro dificulta a criação de empregos e a implantação de novos projetos. “Quando as taxas permanecem elevadas por muito tempo, o impacto não fica restrito à atividade no presente: ele alcança também as decisões sobre novos projetos e pode comprometer os investimentos futuros”, adverte a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.
Novo corte
Não há unanimidade entre os analistas, mas a maioria dos técnicos não descarta a possibilidade de um novo corte na taxa básica de juros do país, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em novembro. Ou seja, a porta para uma nova redução não está escancarada, mas também está longe de ter sido trancada.
Índice recua
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem, registrou recuo de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior. O resultado considera o ajuste sazonal, mecanismo utilizado para eliminar efeitos típicos de determinados períodos e permitir uma comparação mais adequada entre os meses.
Segundo mês de queda
O resultado representa melhora em relação a junho, quando o indicador registrou contração de 0,9%. Julho marcou o segundo mês consecutivo de queda do IBC-Br, segundo o Banco Central.
Preço da gasolina cai
O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 0,30% na primeira quinzena de setembro em relação ao mesmo período de agosto, chegando a R$ 6,72 por litro. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgados nesta quarta-feira, após a redução dos tributos federais sobre o combustível anunciada pelo governo na semana passada.