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Morte de Eliza custou R$ 3 mil, diz pol�cia
Belo Horizonte, MG ? A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou ontem 14 provas para explicar o indiciamento, anteontem, do goleiro Bruno Fernandes e de mais oito pessoas suspeitas de matar Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para os policiais, três fatos comprovam que Eliza foi morta, mesmo que não haja corpo: o sangue dela no carro de Bruno, a contratação de um ex-policial para matá-la e a crença de que Eliza jamais abandonaria seu bebê, suposto filho de Bruno, pois ela lutava para receber pensão. Foram exibidas 11 ?provas técnicas?. Cinco delas são entrevistas dos envolvidos, como o vídeo em que Bruno tenta culpar seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, por um eventual crime. Entre as provas está também a confirmação de que o álbum de fotos encontrado pela Folha de S.Paulo perto do sítio do goleiro é do bebê de Eliza. Há ainda provas testemunhais. ?Bruno planejou crime para a Copa? O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, disse que o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes planejou usar o período da Copa do Mundo da África do Sul para sequestrar e matar Eliza Samudio, de 25 anos, sua ex-amante. Para Moreira, o período foi escolhido pela ausência de jogos do clube. ?Já estava tudo previamente planejado desde maio?, disse o delegado. Nas palavras de Moreira, Bruno é o ?autor intelectual? do crime e, ainda segundo o delegado, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, já estava contratado desde fevereiro para executar o crime. O inquérito sobre o caso foi concluído anteontem (29) e as informações, apresentadas ontem à imprensa. Bruno e mais oito pessoas foram indiciadas por homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.