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Nº 5750
Nacional

Candidatos fazem cr�ticas ao protecionismo na agricultura

São Paulo – Os quatro principais candidatos à Presidência da República – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) –, que participaram ontem de debate promovido pela CNA (Confederação Nacional da Agricul

Por | Edição do dia 27/08/2002 - Matéria atualizada em 27/08/2002 às 00h00

São Paulo – Os quatro principais candidatos à Presidência da República – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) –, que participaram ontem de debate promovido pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), concordaram com a necessidade de o Brasil ter uma postura mais agressiva contra o protecionismo comercial dos países desenvolvidos para a área da agricultura. Ciro Gomes afirmou ser favorável à adoção de subsídios pelo governo para contrapor as barreiras tarifárias internacionais sobre os produtos exportados. “O Brasil é o único País do planeta onde não há subsídios para a agricultura”, ressaltou. Ele também defendeu a reforma tributária como forma de desoneração da produção agrícola nacional. O presidenciável afirmou, por fim, que é a favor do desenvolvimento da biotecnologia e que não admite o “preconceito” contra a biogenética. Serra disse que, caso eleito, criará o Ministério do Comércio Exterior para centralizar toda a “batalha” relacionada ao comércio exterior. O tucano também prometeu criar um comitê formado por professores universitários produtores agrícolas e o governo para debater os problemas do setor. O candidato Anthony Garotinho, ao comentar a concessão de subsídios agrícolas mundiais, defendeu “mecanismos de apoio” aos produtores. “O Brasil não pode ter a ingenuidade de que esses países irão recuar”, disse. Já Lula afirmou que o país não deve “se acovardar” diante do protecionismo mundial. O petista criticou a posição dos Estados Unidos, que, segundo o candidato, teriam imposto novas dificuldades para que os produtos brasileiros entrem nos mercados dos países desenvolvidos antes da negociação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), prevista para 15 de janeiro do próximo ano.

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