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Rodovias, desafio para o novo governo

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Belo Horizonte e Caeté, MG ? Quem assumir em 1º de janeiro o cargo de presidente do Brasil terá pela frente um desafio que habita os discursos no período pré-eleitoral, mas que, nos anos seguintes, esbarra na burocracia e na falta de vontade política. Do avião presidencial, o chefe do Executivo passa ao largo da tragédia das estradas brasileiras, onde morreram 4.067 pessoas apenas nos seis primeiros meses deste ano, de acordo com o Dnit. É como se, a cada semana, caísse um Boeing 737 no país e todos os passageiros morressem. Os 311 quilômetros que separam Belo Horizonte de Governador Valadares pela BR-381, em Minas Gerais, são considerados os piores do Estado, que hoje contabiliza o maior número de mortes em suas estradas federais (471 apenas nos seis primeiros meses de 2010). Com mais de 500 curvas ? quase metade delas no trecho de pouco mais de cem quilômetros entre a capital mineira e João Monlevade, conhecido como Rodovia da Morte ?, a pista ainda segue o mesmo trajeto do tempo em que era usada para o transporte de burros. Apenas no ano passado, o trecho mais crítico da rodovia foi palco de 2,1 mil acidentes, que resultaram em 1,4 mil feridos e 81 mortos no asfalto. BR-101 é apontada como uma das piores do NE | LETÍCIA LINS - Agência O Globo Palmares, PE ? Na BR-101, uma das principais rodovias que cortam Pernambuco, a má qualidade de seus serviços transformou-se em unanimidade. Empresas transportadoras e motoristas a apontam como uma das piores e mais inseguras do Nordeste. Os problemas são muitos: conservação da pista no interior e na Região Metropolitana, atraso em obras de duplicação e morosidade na recuperação dos trechos destruídos pelas enchentes de junho. Com 232 quilômetros, a BR-101 transformou-se na recordista de acidentes. Só este ano, foram 2.164 registros, com 901 mortos e 86 feridos, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Para se ter uma ideia do que isso representa, a BR-232 possui mais de 500 quilômetros, e no mesmo período registrou 1.220 acidentes, com 807 feridos e 85 mortos.

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