Nacional
Dilma evita confronto direto com Serra
Líder nas pesquisas de intenção de voto, com chance de vitória no primeiro turno, a candidata Dilma Rousseff (PT) evitou confronto direto com seu principal adversário, José Serra (PSDB), no último debate entre os presidenciáveis, promovido ontem à noite pela Rede Globo. No primeiro bloco do programa, as regras do debate previam que candidatos deveriam responder a perguntas sobre temas sorteados ao vivo. Quem respondesse não poderia ser questionado novamente. Os temas sorteados foram mornos. Os candidatos tiveram que falar sobre Previdência, funcionalismo público, legislação trabalhista e impostos ? assuntos que não geraram polêmica durante toda a campanha. A primeira pergunta, sobre legislação trabalhista, coube a Marina Silva (PV). Ao optar por perguntar a Dilma, eliminou a chance de José Serra (PSDB) ir para o confronto direto com a petista. ?Sucessor deve ampliar classe média? | ANDRÉ LACHINI - Agência Estado São Paulo, SP ? A revista britânica The Economist publicou ontem uma extensa reportagem sobre as eleições brasileiras de 3 de outubro, que inclui uma entrevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista, Lula diz esperar que o próximo presidente, que ele acredita será a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, construa um País onde a ?grande maioria? da população seja da classe média. Lula também disse que o Brasil precisa de uma nova estrutura regulatória para agilizar a realização dos projetos de infraestrutura, com menos burocracia. Controladoria poupa a Casa Civil | FOLHAPRESS Brasília, DF ? A dois dias da eleição, o governo federal divulgou parte da auditoria nos contratos suspeitos de tráfico de influência que envolveram familiares da ex-ministra da Casa Civil sem apontar como atuaram filhos e irmãos da ex-ministra Erenice Guerra. A maioria dos casos será auditada depois das eleições. O relatório constata apenas um indício de irregularidade. Das 9 auditorias da Controladoria Geral da União (CGU), 4 foram publicadas ontem e só em um caso foi apontado indício de irregularidade, de R$ 2,1 milhões. O governo federal analisou os pedidos de financiamento da empresa de energia solar EDRB junto ao BNDES. Em entrevista à Folha de S. Paulo, há duas semanas, o representante da EDRB, Rubnei Quícoli, afirmara que o negócio não foi viabilizado por não ter pago a ?taxa de sucesso? para a empresa do filho de Erenice. A então ministra pediu demissão após a publicação da reportagem.