Nacional
Dilma Rousseff define �rea econ�mica
Brasília, DF ? A presidente eleita, Dilma Rousseff, montou uma equipe econômica para ditar e ter mais influência sobre os rumos da economia do que o seu criador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Definiu seu time com nomes do próprio governo. Nas palavras de um assessor, ela optou por uma equipe sobre a qual terá ?total controle?: Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central) e Miriam Belchior (Planejamento), cujos nomes serão divulgados hoje como os primeiros de seu futuro ministério. Dilma decidiu manter Mantega sob a condição de fazer mudanças na equipe da Fazenda. Promoveu Tombini a presidente do BC, quebrando a tradição de requisitar nomes do mercado financeiro. E pagou uma dívida com Miriam Belchior, técnica da confiança do presidente Lula, gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas que nunca havia chegado ao primeiro escalão. Tombini não é indicação do mercado Alexandre Antônio Tombini, 47, foi o último dos três a ser confirmado na equipe econômica. Atual diretor de Normas do BC, sua indicação interrompe a série de presidentes vindos do mercado durante os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Tombini pode assumir a presidência interinamente, até ter seu nome novamente aprovado pelo Senado, agora para comandar o banco. A presidente eleita fez o convite ontem, pessoalmente, antes mesmo de se reunir com Meirelles, atual chefe do Banco Central e há oito anos no cargo, o mais longevo titular da instituição. Tombini tem uma característica que encantou Dilma: é firme nas suas posições, mas não é considerado inflexível. Além disso, é definido como uma pessoa conciliadora e contará com a simpatia do ministro Guido Mantega (Fazenda) e sua equipe. STJ absolve Palocci por improbidade Brasília, DF ? O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem um recurso do Ministério Público que pedia a condenação do petista Antônio Palocci por improbidade administrativa supostamente praticada quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto (SP). O ex-ministro da Fazenda, que é um dos principais nomes da equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, foi acusado de ter contratado de forma irregular um instituto que prestou serviços de informática para a prefeitura, em 2002, no valor de R$ 3 milhões. De acordo com o Ministério Público, os contratos com a administração municipal foram firmados sem licitação e existem indícios de que houve direcionamento de contratação, já que existiriam outras empresas aptas a realizar o serviço por um custo menor. Ele já havia sido absolvido das acusações na primeira e na segunda instâncias do TJ-SP.