Nacional
Antonio Palocci vai chefiar a Casa Civil
Brasília, DF ? O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci será o chefe da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff. Coordenador da equipe de transição, Palocci foi convidado pela presidente eleita, na quarta-feira, a assumir a pasta que já foi comandada por ela. Resistiu um pouco, pois preferia um ministério de menor visibilidade, mas aceitou a tarefa após longa conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao assumir a Casa Civil, ministério responsável pela coordenação do governo, Palocci será definitivamente reabilitado na cena política. Fiador do rumo econômico no primeiro mandato de Lula, o então comandante da Fazenda foi abatido em março de 2006, no rastro do escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. No ano passado, porém, Palocci foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Órgão para cuidar de mudança climática | FOLHAPRESS Brasília, DF ? A criação de um órgão para coordenar ações necessárias sobre as mudanças climáticas ?está sendo considerada? pela equipe de transição de governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff, segundo informou ontem o subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência, Johaness Eck, ao participar de debate sobre a COP-16 (Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas), que será realizada em Cancun, no México, do dia 29 deste mês até 10 de dezembro. Durante o debate, promovido pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, Eck, que participa da equipe de transição do novo governo, disse que esse órgão será dotado de uma estrutura ?robusta? para assumir as questões relativas às mudanças no clima, como a redução das emissões de carbono na atmosfera e do desmatamento, que é uma das causas do problema. Dilma recusa convite de Obama | MÁRCIO FALCÃO - Folhapress Brasília, DF ? Dilma Rousseff recusou o convite e não irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes da posse, marcada para o dia 1º de janeiro. A ideia do presidente norte-americano era que Dilma o visitasse no mês que vem na Casa Branca, em Washington. A reunião enfrentou resistências no governo, entre elas do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, Dilma tem ?problemas na agenda? por causa dos compromissos do governo de transição. Uma das dificuldades teria sido encontrar uma data disponível em comum para os dois presidentes. O governo Obama chegou a sugerir a reunião no dia 17 de dezembro, quando Dilma será diplomada presidente.