Nacional
Pai de Joanna tem habeas negado
Rio de Janeiro, RJ ? O juiz Guilherme Schilling Duarte, titular do 3º Tribunal do Júri da Capital, indeferiu ontem, pela quarta vez, o pedido de liberdade provisória de André Rodrigues Marins, pai de Joanna Marcenal Marins, 5. A menina morreu no dia 13 de agosto de 2010 após contrair meningite, ser atendida por um falso médico e passar um mês em coma. Marins e a madrasta de Joanna, Vanessa Maia Furtado, são acusados pela tortura e homicídio da criança. O pai começou a ser investigado depois que a mãe da menina, a médica Cristiane Marcenal Ferraz, encontrou marcas no corpo da criança e suspeitou de maus-tratos. Na avaliação da Promotoria, a criança morreu porque o pai foi omisso e não procurou ajuda médica imediatamente. Ele e a mulher negam as acusações. Para o juiz Guilherme Duarte, há elementos suficientes para manter o acusado preso, principalmente depois de depoimentos relatados na audiência de instrução e julgamento do caso. Na ocasião, a diarista dos acusados, Gedires Magalhães de Freitas, confirmou que viu, no seu primeiro dia de trabalho, em julho, Joanna com as mãos e os pés amarrados com fita crepe, ?suja de fezes e urina?.