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Alvaro Dias pede R$ 1,6 milh�o de aposentadoria

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Curitiba, PR e Brasília, DF ? O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que foi governador do Paraná, solicitou ao governo do Estado o pagamento retroativo de cinco anos da aposentadoria de R$ 24,8 mil concedida a ex-governadores. Caso o pedido seja aprovado, o senador pode receber cerca de R$ 1,6 milhão. Dias, 66, governou o Estado de 1987 a 1991 e recebe a aposentadoria desde outubro, quando finalmente solicitou o benefício. Desde 1999, ele ocupa uma vaga no Senado. O pedido dos pagamentos retroativos foi feito na semana passada e, segundo o governo do Paraná, foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado para que seja analisado. Em 2006, quando foi reeleito para mais um mandato no Senado, Dias informou em sua declaração de bens possuir um patrimônio de mais de R$ 1,9 milhão, composto em sua maioria por imóveis. Com cadeira no Senado até 2015, ele foi contemplado pelo reajuste salarial que elevou o salário de congressistas para R$ 26,7 mil. No Piauí, 4 recebem pensão vitalícia | LUCIANO COELHO - Agência Estado Teresina, PI ? Pelo menos quatro ex-governadores do Piauí, que não tiveram nenhum voto, recebem pensão vitalícia por terem exercido o cargo de governador por menos um ano. Ainda existem casos em que o ex-governador paga pensão alimentícia para a ex-esposa, em que os familiares requereram duas aposentadorias para o mesmo beneficiário e outro que pediu a equiparação do beneficio ao salário de um desembargador, algo em torno de R$ 26 mil. Atualmente o salário do governador do Piauí é pouco mais de R$ 12,3 mil. O atual governador Wilson Martins (PSB) vetou a proposta de aumento do seu próprio salário. Os ex-governadores João Clímaco d?Almeida, Djalma Martins Veloso, José Raimundo Bona Medeiros e Guilherme Cavalcante Melo exerceram os mandatos por menos de um ano e têm pensão vitalícia. Eles assumiram os mandatos nos casos de renúncia do governador para disputar outro mandato. Eram vices e foram alçados à condição de governador titular. Simon admite abdicar de benefício | FOLHA.COM O senador Pedro Simon (PMDB), 80, disse ontem, em entrevista à Folha, que pode voltar atrás da decisão de acumular o salário do Senado (R$ 26 mil) com a aposentadoria que começou a receber recentemente por ter governado o Rio Grande do Sul de 1987 a 1990 (R$ 24 mil). Simon justificou o pedido de aposentadoria como ex-governador afirmando que vive numa situação financeira ?muito difícil?. Ele disse que fez o pedido antes de o Congresso reajustar os salários, em dezembro. ?Nasci mesmo para ser franciscano?, disse ele. *** Por que o sr. decidiu só agora requerer a aposentadoria de ex-governador? Pedro Simon ? Sempre fui contra e nunca recebi a verba indenizatória [subsídio para custear despesas com o exercício da atividade parlamentar]. Acho que o salário do senador tem que ser claro. No início, era uma coisa pequena [a verba indenizatória], mas, antes desse último aumento, era maior que o salário, era salário disfarçado. O salário de senador não era suficiente para mantê-lo? Eu estava ficando numa situação muito difícil. Eu vivo de salário, não tenho nem casa própria. Tenho um guri de 16 anos, uma guriazinha que eu adotei. Estava ganhando líquido menos de R$ 10 mil. Como senador, tinha que pagar uma verba ?x? para poder me aposentar [previdência privada] com aposentadoria integral. Nos últimos 16 anos, não estou pagando porque não tenho dinheiro. Estão falando que, quando me aposentar no Senado, vou receber a metade do que ganha um senador. Fiquei com essa que, morrendo, garantiria a aposentadoria de governador, que é maior do que a metade do Senado [...] Coincidiu que fiz isso [pedir a pensão] em novembro. Em dezembro, aumentaram o salário [...] Misturou uma coisa com a outra, o que me deixou meio sem graça.

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