Nacional
Dilma: a��o conjunta com Congresso
São Paulo ? Em mensagem aos parlamentares no início do ano legislativo do Congresso, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu ontem a trabalhar em conjunto com a Casa Legislativa para aprovar as reformas política e tributária. Ao citar a necessidade de uma reforma política, a presidente foi aplaudida, num momento de maior descontração. ?Trabalharemos em conjunto com essa Casa para a retomada da agenda da reforma política?, afirmou Dilma, cortada por aplausos dos deputados e senadores. Diante da interrupção, disse: ?Vou até repetir?. Ao repetir a frase, foi novamente aplaudida. A presidente reagiu com um sorriso. Ela afirmou que ?são necessárias mudanças [no sistema político] que fortaleçam o caráter programático dos partidos brasileiros e deem mais transparência ao conjunto da atividade pública?. Sobre a reforma tributária, Dilma defendeu a simplificação, a racionalização e a modernização do sistema. Impasse adia escolha de suplentes da Mesa | GABRIELA GUERREIRO - Folhapress Brasília, DF ? Sem acordo entre governo e oposição, o Senado adiou para hoje a escolha dos parlamentares que vão ocupar vagas de suplentes na Mesa Diretora da Casa. O impasse está em torno da indicação dos presidentes das comissões permanentes do Senado ? as suplências entram no mote de negociações entre os partidos. PT e PSDB disputam a presidência da Comissão de Infraestrutura, responsável por aprovar indicações para agências reguladoras e projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O PSDB, terceira maior bancada da Casa, diz que tem direito à escolha porque PT e PMDB escolheram as presidências da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) - por serem os partidos com o maior número de senadores eleitos. Permanência de Vaccarezza intensifica racha do PT | MARIA CLARA CABRAL - CATIA SEABRAA / Folhapress Brasília, DF ? A decisão da presidente Dilma Rousseff de manter o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) na liderança do governo na Câmara intensificou o racha no PT iniciado após a disputa interna pela presidência da Casa. Após a união de correntes insatisfeitas com o governo e com o domínio da ala paulista no partido, Vaccarezza foi derrotado por Marco Maia (PT-RS), eleito anteontem presidente da Câmara. Maia e seu grupo trabalhavam para tirar Vaccarezza da liderança do governo. Em retaliação à decisão de Dilma, ameaçam lançar Ricardo Berzoini (PT-SP) para o comando da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Casa. Até então favorito para esse cargo, João Paulo Cunha (PT-SP) faz parte da mesma corrente de Vaccarezza. Aliados do presidente da Casa queixam-se de a indicação do líder do governo ter sido feita sem nenhum tipo de consulta prévia. Acusam Vaccarezza de não ter se dedicado à eleição e reclamam do fato de Dilma ter ligado para o líder do governo antes mesmo de parabenizar Maia pela vitória. Questionado, o presidente da Câmara disse que preferia não se manifestar. Vaccarezza nega haver crise.