Nacional
PMDB n�o votar� unido com o governo
Brasília, DF ? Depois de conquistar 100% de apoio ao salário mínimo de R$ 545 na Câmara, o PMDB não vai repetir o placar pró-governo no Senado. Dos 19 senadores peemedebistas, pelo menos dois votarão contra esse valor. O partido admite que não tem forças para controlar os ?rebeldes? ? mesmo com as negociações em curso por cargos. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) apoiará emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) que eleva o mínimo para R$ 560. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) votará a favor de R$ 600. O número de dissidentes pode crescer, já que Pedro Simon (PMDB-RS) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) ainda estão indecisos. Presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) admite as dissidências. Mas diz que o partido vai garantir ao menos 15 votos ao governo ? mais que a bancada do PT, que contabiliza 14 votos a favor dos R$ 545. A bancada do PDT, que na Câmara registrou o maior número de dissidentes entre os aliados, no Senado apoiará o governo. A votação está marcada para quarta-feira. O líder do governo, Romero Jucá, foi escalado para relatar a matéria com a missão de manter aumento automático do mínimo.