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Bras�lia ter� 3.500 militares para visita
Brasília, DF ? Brasília terá um forte esquema de segurança hoje durante a passagem do presidente norte-americano Barack Obama pela capital. O Comando Militar do Planalto (CMP), responsável pela operação, diz que cerca de 3.500 militares serão empregados para garantir segurança. Participarão da operação equipes do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Além disso, o CMP contará com uma frota de 352 veículos, 72 motocicletas e seis helicópteros. Participam da operação também militares da Brigada de Operações Especiais, com atiradores de elite. Os locais pelos quais Obama irá passar durante a visita a Brasília vão contar com monitoramento estratégico. Segundo a assessoria do CMP, em frente ao Palácio do Planalto, o presidente norte-americano irá passar em revista a tropa do Batalhão da Guarda Presidencial, composta por 247 militares. Centrais irão entregar carta a Obama | LEILA SUWWAN - Agência O Globo Brasília, DF ? Os presidentes de cinco das seis centrais sindicais pretendem comparecer ao almoço com Barack Obama hoje, no Itamaraty, com o intuito de entregar uma ?carta aberta? com críticas ao governo norte-americano e tentar uma ?palavra? com o presidente norte-americano. Além de engrossar o coro pelo fim das barreiras comerciais, querem pedir atenção ao respeito da soberania das nações e mais atenção aos trabalhadores e movimentos sindicais. A única central que não estará representada é a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), que declarou Obama persona non grata. Segundo o presidente da entidade, os EUA está fazendo uma viagem de ?marketing? e o atual presidente segue linha ?belicista?. Mudanças isolam presidente do público | WILSON TOSTA - ALFREDO JUNQUEIRA - PEDRO DANTAS / Folhapress Rio de Janeiro, RJ ? Um discurso a portas fechadas em um prédio histórico tomado por seguranças. Uma Cinelândia sem a multidão sonhada inicialmente. Um centro da cidade parcialmente bloqueado ao trânsito. Visitas à Cidade de Deus sem circular por suas ruas e um Cristo Redentor transformado em atração privada. As mudanças e decisões de última hora na programação do presidente Barack Obama no Rio domingo vão isolá-lo ainda mais do público, em uma escalada de exigências apresentadas às autoridades locais pelo Serviço Secreto dos EUA, responsável pela segurança presidencial norte-americana. A maior modificação, a transferência do pronunciamento da praça para dentro do teatro, foi tão repentina que, quando foi decidida, palco de onde Obama discursaria já começara a ser erguido. ?A decisão de cancelar é deles. Os motivos que levaram a essa decisão eu desconheço. Da minha parte, não identifico nenhuma ameaça. Não chegou a mim nada sobre isso?, disse o general Fernando Sardenberg, comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista e responsável pelo esquema de proteção a Obama no Rio, logo após vistoriar o teatro. Protesto termina em confronto no Rio | FOLHAPRESS Rio de Janeiro, RJ ? Um protesto contra a visita do presidente Barack Obama em frente ao Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro foi violentamente dispersado pela Polícia Militar no fim da tarde de ontem. Cerca de 200 pessoas partiram da Candelária rumo ao consulado norte-americano, onde o Batalhão de Choque da PM fazia a segurança. Uma garrafa de coquetel molotov foi lançada contra o consulado, dando início à confusão. A polícia respondeu com tiros de balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. O coquetel molotov chegou a incendiar uma parte da roupa de um segurança do consulado, que ficou ferido sem gravidade. Um repórter da rádio CBN foi ferido por tiro de borracha. Até a conclusão desta edição, ao menos 13 pessoas haviam sido detidas. Deve haver protestos no domingo. O rapper e líder comunitário da Cidade de Deus MV Bill deixou ontem a organização da visita de Obama à favela pelo que considerou medidas de segurança abusivas. ?Revistar crianças de quatro anos, retirar moradores das casas, não marcar encontro com movimento social são coisas que estão desafinadas com o desejo da população de ver Obama?, disse.