Nacional
Especialistas alertam sobre organiza��o dos jogos
Rio de Janeiro, RJ ? Se o Brasil é o País onde o futuro já chegou, como definiu o norte-americano Barack Obama, os preparativos para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 são sinais de um incômodo retrocesso. Quase quatro anos depois de ter assegurado o direito de organizar o Mundial e a alguns meses do segundo aniversário da vitória da candidatura olímpica, o Brasil do discurso e o da prática seguem desalinhados. Um fala em desenvolvimento e mudança. O outro desnuda o atraso, alerta para os custos elevados, a ineficácia dos órgãos públicos e uma participação da sociedade nas decisões à beira da inexistência que a faz se perguntar se a chance de transformar a vida do brasileiro comum terá escorrido pelo ralo político ao fim dos Jogos do Rio. ?Vamos realizar tanto a Copa como as Olimpíadas com eficiência, mas isso não significa que estejamos sabendo aproveitar da melhor forma essa janela de oportunidades?, responde o economista Sérgio Besserman, que, como carioca, vê nos eventos a oportunidade de consolidação da marca do Rio por décadas, mas se mostra ressabiado com a qualidade do legado que a cidade terá.