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Atirador mata 12 em escola do Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro, RJ ? Um ex-aluno invadiu, na manhã de ontem, a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona norte do Rio de Janeiro, e fez vários disparos contra crianças em salas de aula. Doze morreram, entre elas dez meninas e dois meninos, entre 12 e 15 anos. Treze crianças e adolescentes estavam sendo atendidos ainda ontem à noite no Hospital Albert Schweitzer, no Hospital de Saracuruna, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Hospital da PM e no Hospital Pedro Ernesto. A maioria dos feridos foi atingida no tórax e na cabeça. O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos. Ele foi baleado na perna e depois se matou. O atirador deixou uma carta explicando as razões do atentado. Segundo a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, o ex-aluno teria visitado a escola há um ano. Por isso, ela acredita que o crime teria sido planejado. Por sorte, policiais estava fazendo uma operação de combate ao transporte clandestino nas proximidades. Os fiscais contavam com o apoio de policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária. Carta diz: ?Impuros não poderão tocar meu corpo? O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, autor do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, afirma, em uma carta que foi entregue pela polícia a jornalistas, que os impuros não poderão tocar seu corpo sem luvas. Na carta, ele diz que quer ser despido, banhado e seco após sua morte, quando deverá ter o corpo envolto em um lençol branco. Estranho, introspectivo e viciado em internet. Assim era Wellington, segundo a descrição feita pelos vizinhos que o viram crescer numa casa humilde em Realengo. Nem sua irmã adotiva Rosilane, com quem Oliveira viveu até o ano passado, o via de modo diferente. ?Era muito estranho mesmo. (...) Não era de sair. Vivia no computador e não tinha amigos?, disse à Rádio BandNews FM.

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