Nacional
Centrais travam guerra velada por poder
São Paulo, SP ? As festas de 1º de maio das centrais sindicais viraram palco para o início de uma guerra velada por poder e dinheiro entre sindicalistas. Depois de um curto namoro durante as eleições do ano passado ? selado pela ?pauta unificada? de reivindicações como a jornada de 40 horas e o fim do fator previdenciário ?, as seis organizações já disputam publicamente uma queda de braço para ganhar espaço no governo Dilma Rousseff e manter suas estruturas de base e de financiamento. Em jogo, estão os R$ 246,5 milhões do imposto sindical que foram distribuídos para CUT, Força, UGT Nova Central, CTB e CGTB nos últimos três anos. De um lado, a CUT encampa o fim da contribuição obrigatória e da unicidade sindical. Do outro, Força, UGT, CTB, Nova Central e CGTB denunciam o que chamam de hipocrisia e arrogância da empreitada. A CUT já celebra a indicação de seu vice-presidente, José Lopes Feijóo, para um cargo na Secretaria-Geral da Presidência. Na missão de interlocução entre Planalto e movimento sindical, esvaziaria o espaço do ministro Carlos Lupi (PDT) e, consequentemente, da Força Sindical. Na ausência da intermediação direta de Lula, Feijóo será uma voz cutista próxima à presidente. Ele aguarda apenas a confirmação no Diário Oficial da União.