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Hidrel�tricas ir�o gastar com preven��o

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Brasília, DF ? Mais frequentes do que se imagina no Brasil, os terremotos ? de grande e pequena magnitudes ? terão de ser incluídos nas contas das novas hidrelétricas do País. Preocupação que há até pouco tempo não era prioridade para muitas empresas, a instalação de sismógrafos e outros equipamentos de segurança e a previsão de ações para mitigar efeitos de acidentes provocados por sismos vão constar da nova lei de barragens que está prestes a ser regulamentada. O investimento será bilionário. Só a Eletronorte, pioneira, está desembolsando, neste momento, R$ 800 milhões em equipamentos de monitoramento nas usinas Coaracy Nunes (AP) e Curuá-Una (PA). MG é uma das principais áreas de atividade do País O chefe do Observatório Sismológico de Brasília, Lucas Barros, passa o dia observando engenhocas que monitoram a atividade embaixo da terra. Ele conta que Minas Gerais é uma das principais áreas de atividade do país e lembra que o risco aumenta porque são regiões de alta densidade demográfica ? embora a manutenção e o monitoramento da Cemig sejam rigorosos. O estado também concentra grande quantidade de hidrelétricas. Algumas precisam ser acompanhadas com lupa, como é o caso de Nova Ponte e Carmo do Cajuru. No Nordeste, segundo o especialista, também há bastante sismos, bem como em Mato Grosso. Ninguém sabia sobre a existência de tremores na Amazônia até a instalação de equipamentos na parte Norte do Brasil a partir do fim dos anos 70. ?As estações sismográficas de Tucuruí, Balbina (AM), Samuel (RO), Altamira (PA) detectaram sismos na Amazônia que ninguém achava existia?, disse Lucas.

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