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Nº 5756
Nacional

Justi�a decreta pris�o de Jader Barbalho e de mais 8 acusados

Belém – A Justiça Federal do Mato Grosso decretou ontem à tarde a prisão preventiva do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e do candidato a deputado estadual José Artur Guedes Tourinho (PMDB). Eles são acusados de fraudes na extinta Sudam (Superintendênci

Por | Edição do dia 19/09/2002 - Matéria atualizada em 19/09/2002 às 00h00

Belém – A Justiça Federal do Mato Grosso decretou ontem à tarde a prisão preventiva do ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e do candidato a deputado estadual José Artur Guedes Tourinho (PMDB). Eles são acusados de fraudes na extinta Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). Além deles, a Justiça decretou a prisão de mais sete empresários acusados de envolvimento nas fraudes na Sudam: José Osmar Borges, Ricardo Jerônimo, Alberto Cury Júnior, Mário de Mello, Mário de Mello Júnior, Pedro de Oliveira Rodrigues e Jorge Gerônimo Gonso. Esta é a segunda vez que Jader e Tourinho, ex-superin-tendente da Sudam, têm a prisão decretada pela Justiça por causa de acusações de fraude na Sudam. Jader é candidato a deputado federal. A prisão foi decretada pela 2ª Vara Federal de Mato Grosso a pedido do promotor Pedro Taques. Até o momento, nenhum deles foi preso pela Polícia Federal. O advogado de Jader, Edson Messias, informou que não havia sido notificado pela Justiça até as 19h de ontem. Ele disse que já está preparando um pedido de habeas corpus. Jader e Tourinho tiveram a prisão decretada por envolvimento com o empresário goiano José Osmar Borges, acusado de ser um dos maiores fraudadores da Sudam. Segundo o Ministério Público Federal, a prisão foi decretada por causa de R$ 246 milhões que o grupo Pirâmide, de propriedade de Borges, teria desviado. Segundo o Ministério Público Federal, foram detectados cerca de 1.100 telefonemas entre Borges e Jader. O procurador Pedro Taques afirmou que pediu a prisão por causa do alto valor desviado. Primeria prisão Ao lado de Tourinho, o ex-senador foi preso pela Polícia Federal em fevereiro, em Belém (PA), e levado ao Tocantins, acusado pelo Ministério Público Federal de comandar uma “organização criminosa” que fraudou em R$ 132 milhões a extinta Sudam. Este é outro caso, apesar de também envolver desvios na Sudam. Jader é apontado neste processo como beneficiário de R$ 14 milhões. Na ocasião, eles foram liberados no mesmo dia por meio de um habeas corpus. Os dois negaram o envolvimento nas fraudes em depoimento prestado na Justiça Federal, em março passado. Os dois também foram denunciados por envolvimento em desvios de verbas destinadas ao projeto Usimar, que recebeu R$ 44,2 milhões da Sudam e não saiu do papel.

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