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Elias Maluco finalmente � preso em favela pela pol�cia
Rio ? ?Perdi, chefe. Não esculacha, não?, disse o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, ao ser preso na manhã de ontem durante operação no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Ele estava no interior de um barraco, vestia apenas uma bermuda, estava desarmado e não resistiu à prisão. O traficante é o principal acusado de matar o jornalista Tim Lopes, em 2 de junho. Lopes foi assassinado quando fazia uma reportagem para a TV Globo, no Complexo do Alemão, sobre baile funk e aliciamento de menores. No momento da prisão, Elias Maluco estava com um rapaz, em uma casa de idosos que fica a cerca de 500 metros de um posto da Polícia Militar. O traficante foi levado para a chefia da Polícia Civil, no centro do Rio. Policiais que participaram da megaoperação com mais de 200 homens, iniciada na última terça-feira, comemoraram a detenção. A prisão de Elias Maluco ocorreu sete dias antes de terminar o prazo de um mês estipulado pelo secretário de Segurança, Roberto Aguiar. A ação policial, que começou na última terça-feira, envolveu ainda dois helicópteros e um dirigível, que ficou a serviço da Secretaria de Segurança. Dos acusados de envolvimento no crime, o traficante era o único foragido. Seis já estavam presos e outros dois morreram. Elias Maluco está presos no Complexo do Alemão, na favela da Grota. Ele estava escondido em um barraco dos becos de acesso ao morro. Não houve troca de tiros nem resistência. Da chefia da Polícia Civil, no Centro do Rio, o traficante foi levado ao 1º Tribunal do Júri, onde prestou depoimento em três processos: o que o envolve na morte do jornalista Tim Lopes, outro por associação para o tráfico de entorpecentes e um outro numa tentativa de homicídio de cinco policiais em 2001. O bandido negou sua participação nos três. Interrogado durante 30 minutos pelo juiz Alexandre Abraão do Tribunal do Júri, o traficante negou que tenha participado da morte do jornalista Tim Lopes, como também negou conhecer qualquer um dos outros indiciados no processo que apura o crime. Declarou ainda que mora em Vigário Geral e que é pintor de automóveis.