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Avi�o cai no Recife e deixa 16 mortos

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O piloto da aeronave que caiu ontem, em Recife, matando todas as 16 pessoas que estavam a bordo, era alagoano. Rivaldo Paurílio Cardoso, 67 anos, era brigadeiro reformado da Aeronáutica e estava morando na capital pernambucana e trabalhando como piloto da empresa Noar Linhas Aéreas, segundo informou Carlos Eduardo Cardoso, sobrinho do piloto. Pela escala de plantão, ele deveria estar de folga ontem mas, a pedido de um colega, aceitou trabalhar. Eduardo disse que a família foi informada da morte de Rivaldo pela própria companhia aérea, em um telefonema para sua filha, que mora em Maceió, e aguardava os procedimentos ? como e liberação dos corpos ? para tratar do sepultamento. O co-piloto, identificado como Roberto Gonçalves, 55 anos, também morreu. Roberto Gonçalves estava substituindo o baiano Sérgio Novis, que mora em Alagoas há vinte anos e é marido da secretária de Turismo Danielle Novis. Ele teria viajado a Salvador para acompanhar uma cirurgia do pai. A Gazeta não conseguiu falar com a secretária, mas uma mensagem postada em seu twitter, confirma a versão: ?Pedro, meu marido é piloto da Noar. Por sorte, acaso, deus, sei lá o que, teve que viajar...?. A assessoria da secretária também confirmou que o marido de Danielle é piloto da Noar, e que estaria nesse voo se não fosse o problema de saúde de seu pai. Testemunha viu vítima pedir ajuda após queda | FÁBIO GUIBU - Folhapress Recife, PE ? Uma das primeiras pessoas a chegar ao local da queda do bimotor LET-410, o vigia Erandir Rodrigues da Silva, 42, disse que viu as pessoas pedirem socorro em meio aos destroços em chamas antes de o avião explodir. ?Vi uma mulher na janela mexer as mãos, mas depois explodiu e não deu para fazer nada?. Ele contou que estava dormindo quando ouviu ?um barulhão? do lado de fora da casa. ?Levantei e vi o avião no chão, pegando fogo. Fui lá, mas não consegui chegar muito perto?, declarou. Segundo o vigia, duas explosões ocorreram em seguida, com pequenos intervalos de tempo. ?Subiu aquele fogo, e eu corri?. Silva mora no mesmo terreno onde caiu o bimotor, em uma pequena casa, a cerca de 50 metros do local do acidente. Do outro lado do terreno, nove operários trabalhavam na construção de um galpão. Eles viram o avião se aproximar na direção deles. ?Ele vinha voando baixo e, quando chegou aqui do lado, virou de repente e caiu?, contou o encarregado de obras Manoel Domício, 52.

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