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Brasil teme perder espa�o no mercado de aeronaves

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São José dos Campos, SP ? Brasil não tem fabricantes nacionais de carros como a Coreia do Sul, não domina a indústria eletrônica como o Japão, perde para os indianos nos softwares e até a China, que há até pouco tempo era famosa por suas bugigangas, avança fortemente na criação de marcas globais. O Brasil tem a Embraer. Quando alguém quer dizer que o País não vive só da venda de produtos básicos ao exterior ? como o petróleo da Petrobras ou o minério de ferro da Vale ?, lembra que o Brasil também vende aviões. E lembra da Embraer, a terceira maior fabricante mundial de aeronaves comerciais. Mas a fonte de exportações, inovação e orgulho para o País trava uma luta silenciosa para se reinventar. A fabricação de aviões no mundo passa por uma grande transformação, motivada pela temática ecológica, pelo alto preço do combustível e pela expectativa de vendas globais de 12 mil aviões na próxima década, um negócio avaliado em US$ 1,3 trilhão. E a Embraer ainda não sabe como vai ganhar espaço nesse cenário. Embraer busca inovar para garantir espaço Frederico Curado afirma que a empresa estuda alongar um pouco seu ERJ-195, aeronave que transporta até 122 passageiros. Mas admite que pode adotar produtos fora de seu padrão, como aviões com cinco poltronas por fileiras, repetindo a configuração com assentos triplos e duplos, o ?3-2? do polêmico Fokker-100, uma aeronave que, devido ao histórico de acidentes, tem uma das piores imagens do setor. Curado promete uma definição até dezembro. Ele se diz impressionado com os recentes movimentos da Airbus, que avançou fortemente sobre o mercado da Boeing com um avião mais econômico, substituindo a fabricante americana em clientes cativos e até então fiéis como a American Airlines. Curado admite que pode trocar os motores de suas aeronaves e trocar de fornecedor de turbinas, caso a GE não atenda bem aos novos desafios. Ele sabe que poderá ter de se reinventar para manter o sucesso, embora ainda tenha um produto fresco no mercado, a família 190/195, das mais modernas.

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