Nacional
Cerca de oito mil morreram na fila do transplante
São Paulo, SP ? O gestor de logística Edir Rodrigues espera pela doação de um coração, enquanto o ex-metalúrgico Luiz Henrique Lucas e o telefonista Washington Costa só voltarão a respirar sem a ajuda de aparelhos quando conseguirem o transplante de pulmões. Até lá, eles aguardam ansiosamente por doadores, sob o risco de engrossarem uma triste estatística: pelo menos oito mil pessoas teriam morrido na fila de espera do transplante entre 2009 e 2010, segundo a análise de números do setor e avaliações de médicos e associações que acompanham pacientes em todo o País. O cenário desolador encontra sustentação nos números do próprio governo. Dados do Ministério da Saúde indicam uma redução significativa de pacientes na fila de espera no ano passado. Em 2009, havia 40.110 pessoas aguardando por um órgão. No ano passado, o volume despencou para 25.814 pessoas.