Nacional
C�pula sabia da fraude, diz procuradoria
Macapá, AP, e São Paulo, SP ? O Ministério Público Federal no Amapá afirma que a cúpula do Ministério do Turismo sabia que uma ONG que recebeu milhões de reais do governo nos últimos anos fazia parte de um esquema montado para desviar recursos públicos. A Polícia Federal prendeu anteontem 35 pessoas em São Paulo, Brasília e Macapá, todas acusadas de participar dos desvios. Ontem, 18 pessoas foram liberadas após prestar depoimento. Os outros permanecem detidos. Segundo a denúncia do Ministério Público, uma ONG chamada Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) praticou várias irregularidades na execução de um convênio com o Ministério do Turismo para realização de estudos e cursos de formação profissional. Entre as pessoas presas pela polícia na terça-feira há funcionários graduados do ministério e ex-funcionários que autorizaram a assinatura do convênio e liberaram pagamentos para a ONG. Juiz federal das prisões deixa caso | CATIA SEABRA - NATUZA NERY / Folhapress Brasília, DF ? O juiz federal Anselmo Gonçalves da Silva, titular da 1ª Vara da Justiça Federal do Amapá, deixou ontem o processo da Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal, que prendeu 36 pessoas supostamente ligadas a desvios de dinheiro em convênio do Ministério do Turismo. A vara não contava com um juiz substituto até a semana passada, quando chegou o juiz federal Mauro Vieira. Após a decisão de Silva, o processo ? que corre sob sigilo ? foi redistribuído e assumido por Vieira. ?Pelo regimento interno do TRF, o juiz substituto assume processos que terminam em número impar. Até semana passada o juiz substituto não tinha jurisdição na vara, por isso o titular ficou com o caso nos primeiros meses e ordenou a prisão. A partir da decisão implementada, o juiz federal Mauro assumiu, por ser o juiz natural da causa?, disse o diretor de secretaria da 1ª Vara Federal do Amapá, Alon da Costa Aragão.