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Ju�za � assassinada com 21 tiros no Rio

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Rio de Janeiro, RJ ? Conhecida por seu rigor ao condenar policiais, a juíza Patrícia Lourival Acioli, 47 anos, foi assassinada com 21 tiros em frente de sua casa, em Niterói (região metropolitana do Rio), na noite de anteontem. Ameaçada havia ao menos nove anos, ela não tinha escolta na hora do crime. A polícia suspeita de milícias, grupos de extermínio, agiotas, máfias de vans e até de crime passional. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, pediu o apoio da Polícia Federal na investigação, mas a Secretaria de Segurança do Rio recusou a ajuda. A lista de condenados pela magistrada inclui bicheiros, integrantes de milícias e agiotas ? boa parte policiais. Segundo a polícia, as armas utilizadas pelo assassinos seriam de calibres .40 e .45, ambas de uso restrito da polícia e forças militares. No mesmo dia do crime, a juíza decretou a prisão de oito policiais militares de São Gonçalo, também na região metropolitana, acusados de homicídio e fraude processual. No início do ano, a juíza figurava em uma lista de 12 pessoas marcadas para morrer, segundo a polícia. ?Juíza humilhava?, diz Bolsonaro | FOLHAPRESS São Paulo, SP ? O deputado estadual do Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro (PP) escreveu ontem, em seu Twitter, que a juíza Patrícia Lourival Acioli ?humilhava policiais nas sessões? e isso teria contribuído para que ela tivesse inimigos. ?Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com q ela humilhava Policiais nas sessões contribuiu p ter mts inimigos?, escreveu. O filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP) afirmou, ainda pelo microblog, que recebia diversos policiais e familiares em seu gabinete descontentes com o tratamento recebido pela juíza, ?acusando-a de chamá-los de ?vagabundo? e ?marginal? nas oitivas?. ?Orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no CNJ contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta contra ela?, escreveu. Pelo menos 87 juízes estão ameaçados | FELIPE SELIGMAN - Folhapress Brasília, DF ? A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, afirmou ontem que existem pelo menos 87 juízes ameaçados em todo o Brasil. Para ela, o Judiciário está ?cochilando? em garantir a segurança desses magistrados. Calmon enviou em junho ofício para todos os tribunais do País, questionando casos de juízes que sofrem ameaças e que necessitam de escolta. Segundo ela, nem todos os tribunais responderam, como os tribunais de Justiça de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. O tribunal do Rio informou que 13 magistrados contam com seguranças por estarem ameaçados (sete desembargadores e seis juízes de primeira instância), mas que a juíza Patrícia Lourival Acioli não estava entre eles. ?Temos cochilado um pouco nas medidas de segurança dos juízes. Não se pode, por exemplo, ter uma vara tão forte e rigorosa, como a da magistrada assassinada, com um único juiz responsável?, disse Eliana Calmon.

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