Nacional
Pa�s tem alto �ndice de mortes maternas
Rio de Janeiro RJ ? Gravidez, em essência, é vida. Mas, no Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que, anualmente, cerca de 1.600 mulheres morrem no período entre a gestação e seis semanas após o parto, por complicações decorrentes ou agravadas pelo estado reprodutivo. Tão chocante quanto esta inversão de eventos é saber que mais de 90% dos óbitos são evitáveis, causados, por exemplo, por tratamento inadequado e negligência. A taxa mais recente de mortalidade materna no País, segundo o ministério, é de 2007 e aponta 75 óbitos por 100 mil nascidos vivos. É alta, de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a realidade é ainda mais dramática, já que a notificação das mortes, embora obrigatória, não é plenamente confiável. Além de estar muito distante de alcançar, em 2015, a meta de 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos, que faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio acordados com a Organização das Nações Unidas, mês passado, o organismo internacional condenou o governo por violar os direitos humanos de Alyne Pimentel. Ela morreu em 2002, no Rio, após aguardar por 14 horas a retirada da placenta, em uma unidade conveniada ao SUS.