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Fifa e as exig�ncias dos anfitri�es nas Copas

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Rio de Janeiro, Londres e Berlim ? A Fifa nunca deixou de ser a dona da festa, mas teve de lidar com anfitriões com níveis de exigência bem diferentes na organização das Copas do Mundo de 2006 e 2010. Se na Alemanha encontrou um Estado forte, com quem se viu obrigada a discutir garantias governamentais e ceder contrapartidas, na África do Sul ? que recebeu o evento graças a um capricho do presidente Joseph Blatter cultivado durante processo político iniciado na gestão de João Havelange ?, teve facilidades como em nenhuma outra sede. A permissão para entrada e saída do país, primeira das garantias do ?Host Agreement? ? o Acordo para Sediar ? foi também o primeiro ponto de divergência entre os representantes da Fifa e o governo alemão. Apesar de a entidade exigir a concessão sem restrições de vistos de turista diante de qualquer prova de vinculação com a Copa, como a aquisição de um simples ingresso, a Alemanha não abriu mão de seu processo protocolar, como já havia acontecido nas Copas de 2002 (Coreia do Sul e Japão) e 1994 (EUA). Alemanha brigou pela venda da cerveja local Na ?terra da cerveja?, a proibição da venda de marcas nacionais causou polêmica; mil produtores locais entraram em clima de guerra A questão, sobre a qual a legislação brasileira é considerada frágil pelos dirigentes da Fifa, também teve desdobramentos na Alemanha. Na ?terra da cerveja?, a proibição da venda de marcas nacionais nos estádios causou polêmica, incendiada pela mídia. Os cerca de cinco mil produtores locais entraram em clima de guerra, iniciando um lobby com políticos em defesa da honra do ?produto da casa?. A pressão deu certo. Nos arredores dos estádios, em áreas normalmente exclusivas aos patrocinadores oficiais, foi permitida a venda da Bitburger, a maior marca alemã e patrocinadora da seleção desde 2002. No Westfalenstadion, em Dortmund, também foi autorizada a venda de uma marca local.

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