Nacional
Conv�nios com ONGs v�o ser suspensos
Brasília, DF ? O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou que não pretende fazer novos convênios com organizações não governamentais (ONGs). Em entrevista na Câmara dos Deputados, ontem à tarde, ele afirmou que a intenção é firmar parcerias com órgãos públicos, como prefeituras. A decisão não se restringiria ao Programa Segundo Tempo. ?Como ministro, no Ministério, não pretendo fazer convênios com ONGs?, disse. Os convênios com esse tipo de entidade estão por trás da queda de Orlando Silva. Fraudes em contratos e denúncias de desvios de recursos tornaram a situação do ex-ministro insustentável e levaram à sua queda. Antes de sair do governo, Orlando Silva já tinha anunciado o fim de convênios com entidades dentro do Programa Segundo Tempo, mas agora Rebelo fala em ampliar essa restrição para todas as áreas do Ministério. O novo ministro afirmou não saber se é possível suspender os convênios em vigência, mas reiterou que a intenção é daqui para a frente firmar parcerias apenas com outros órgãos públicos. Irmão de Rebelo é alvo de denúncia | FERNANDO MELLO - MARIA CLARA CABRAL / Folhapress Brasília, DF ? Em depoimento de mais de oito horas à Polícia Federal na semana passada, o policial militar João Dias Ferreira envolveu Apolinário Rebelo, vice-presidente do PCdoB-DF e irmão do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), no suposto esquema de desvios no Ministério do Esporte. Ferreira, que acusou o ex-ministro Orlando Silva de comandar um esquema de corrupção na pasta, disse que foi Apolinário quem indicou Fredo Ebling como ?responsável pela arrecadação? do dinheiro fruto do suposto esquema. Ebling foi chefe de gabinete de Aldo na presidência da Câmara dos Deputados, e atualmente trabalha na liderança do PCdoB. Ele não retornou os contatos da reportagem. Ministro ?empobreceu? desde 2006 | AGÊNCIA ESTADO Brasília, DF ? O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebeu doações de campanha de empresas patrocinadoras da Confederação Brasileira de Futebol. Ele foi o relator da CPI da CBF/Nike, mas, nos últimos anos, se aproximou de Ricardo Teixeira sendo um de seus interlocutores no Congresso. As declarações de bens do deputado mostram que ele teria perdido quase a metade do seu patrimônio entre 2006 e 2010. Segundo as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prestação de contas de Aldo nas eleições do ano passado mostra que ele recebeu doações de três dos dez patrocinadores da CBF. O deputado comunista recebeu R$ 50 mil do banco Itaú Unibanco, R$ 25 mil da Fratelli Vita Bebidas, que pertence à Ambev, e R$ 80 mil da Companhia Brasileira de Distribuição, que controla o Grupo Pão de Açúcar.